Home Economia Mercado de trabalho volta a sofrer retração em Anápolis  

No comparativo entre janeiro e abril de 2014 e de 2015, o resultado só não foi pior porque a indústria teve bom desempenho com 889 novas  vagas, ante 447 no passado

MARCOS AURÉLIO SILVA

A desaceleração da economia do País refletiu na criação de empregos em Anápolis. A redução no número de novas vagas chegou a 23,7% nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao mesmo período de 2014. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Anápolis criou novos 1.089 postos de trabalho entre janeiro e abril deste ano. Nestes quatro meses foram admitidos 16.648 trabalhadores, enquanto 15.559 foram desligados. Mesmo ainda se mantendo com saldo positivo, a maioria dos setores da economia teve retração, levando a cidade a ter um resultado bem menor que no mesmo período do ano passado, quando foram 1.428 empregos formais criados – 17.194 contratações contra 15.766 demissões.

Embora o saldo de criação de emprego tenha sido menor que em 2014, o resultado esse ano só não foi pior graças à indústria, que amenizou o resultado. Foram 889 novos postos criados em 2015: 5.919 trabalhadores contratados ante 5.030 desligados. O setor apresentou um aumento de quase 50% na criação de novas vagas quando comparado a 2014, quando nos primeiros quatro meses foram contratados 447 novos trabalhadores.

O setor de serviços também teve saldo positivo na geração de emprego, mas não chegou nem próximo do resultado que havia apresentado em 2014. Entre janeiro e abril foram criadas 489 novas vagas para o setor – 5.091 trabalhadores contratados contra 4.602 demitidos. No mesmo período no ano passado o saldo de novos postos de trabalho foi de 857.

O setor de serviços e indústria de utilidade pública (que se refere às empresas de tratamento de água e fornecimento de energia, por exemplo) foi o terceiro na geração de emprego neste ano, com um total de 12 novas vagas – 80 admissões contra 68 demissões. Em 2014 o saldo foi de apenas de três novos postos criados, quando o setor contratou 104 e demitiu 101.

Dentre os setores da economia que mais demitiu em Anápolis a liderança é da construção civil. O setor demitiu 1.375 trabalhadores e contratou 1.168, ou seja, foram fechadas 207 vagas de emprego formal. Quando comparado com ano anterior a redução da geração de emprego na construção civil foi superior a 200% – em 2014 foram 1.424 admissões e 1.298 demissões.

O comércio foi o segundo setor que mais demitiu. O saldo negativo é de 75 vagas – demitiram 4.329 e admitiram 4.254 trabalhadores. No ano passado as demissões foram ainda maiores do que neste ano: 82 vagas foram fechadas no mesmo período de 2014, quando se contratou 4.386 e desligaram 4.468.

Agropecuária fechou 18 postos de trabalho nos primeiros quatro meses de 2015. Foram demitidos 144 trabalhadores, enquanto apenas 126 foram contratados. Entre janeiro e abril de 2014, o setor gerou um saldo positivo de 65 vagas de emprego formal – 177 admitidos, contra 112 desligados.

A extração mineral também fecha o quadrimestre ofertando menos vagas – foram demitidos 11 trabalhadores, enquanto apenas dez tiveram oportunidade de emprego nesse setor da economia. No ano anterior o saldo era de novas três vagas, quando se dispensou quatro e contratou um trabalhador. Administração pública não teve demissões e nem contratações neste ano. No mesmo período de 2014 apenas um servidor foi desligado, e nenhum foi contratado – saldo negativo de uma vaga.

Estado

Goiás tem o quarto maior índice em geração de empregos formais no acumulado do primeiro quadrimestre de 2015. Entre janeiro e abril deste ano, 16.955 novas colocações com registro em carteira foram geradas no Estado.

De acordo com os dados divulgados pelo Caged, o acréscimo foi de 1,38% em relação ao volume de dezembro do último ano. Na última semana, o balanço do Ministério do Trabalho e Emprego apontou que Goiás gerou 2.285 vagas de emprego no mês de abril. O resultado permitiu que o Estado ocupasse a primeira colocação, entre as 27 Unidades da Federação, no ranking de geração de novos postos de trabalho.

No acumulado do ano, o Estado ficou atrás apenas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O resultado é bastante positivo quando também é comparado aos números alcançados pelo Brasil. Goiás, mais uma vez, ficou acima da média nacional, que teve redução de 0,33% no número de empregos formais.

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