Home Cidades Samu ganha nova unidade para atender região norte

LUIZ EDUARDO ROSA

Foi inaugurada nessa última semana uma nova base do Samu na Vila Jaiara, descentralizando o serviço e atendendo reivindicações feitas há pelo menos dois anos. O Samu vai ocupar um prédio reformado onde antes funcionava o Cais Mulher.

A nova base foi entregue no dia 28 pelo prefeito João Gomes (PT), e está no encontro das avenidas Presidente Kennedy e Fernando Costa, em frente ao Sesi da Vila Jaiara. O investimento foi de R$ 120 mil para a realização da reforma e adaptação do prédio, sendo recursos do tesouro municipal. “O caráter de unidade descentralizada não indica que a função é atender apenas o setor, mas sim priorizar a região norte, como também podendo atender a faixa sul também”, explica a coordenadora operacional do Samu, Eliane Moreira.

A unidade atenderá a Jaiara e os bairros da faixa norte da cidade contando inicialmente com duas equipes de Unidade de Suporte Básico (USB). Segundo Eliane, a prioridade das duas equipes na unidade Jaiara será atender os bairros da região norte da cidade, porém sendo necessárias também se deslocarão as motolâncias e as duas Unidades de Suporte Avançado (USA ou UTI Móvel) que estão situadas na Sede, no setor JK Nova Capital. Da mesma maneira as duas USB’s situadas na unidade norte podem ocasionalmente atender bairros da faixa sul, caso todas as unidades na Sede estiverem ocupadas.

“Não haverá exclusividade das duas equipes na região norte, pois em casos de não haver unidades na Sede elas serão utilizadas em qualquer parte da cidade”, explica Eliane, que aponta que em determinados momentos para todas as urgências as unidades acabam atuando na faixa sul ou norte, ou também em outras cidades vizinhas que fazem parte da Regional Pirineus. A central de atendimento por telefone, o número 192, continua na Sede na Avenida JK, que nos procedimentos de envio de equipes acionam a unidade norte quando se tratar de urgência em um bairro situado ao norte da cidade.

O edifício conta com parte de cômodos e itens requisitados pelas portarias do Ministério da Saúde (MS). Com a necessidade das equipes plantonistas permanecerem na unidade, então a unidade será composta por salas de estar e repouso, copa, salas administrativas e depósito para equipamentos de reposição das unidades. Um mini auditório para capacitação e garagens interna e externa fazem parte das dependências para atendimento.

A meta da unidade descentralizada é reduzir o tempo de atendimento das unidades do Samu em Anápolis, diminuindo assim as sequelas e maiores riscos aos pacientes atendidos pelo serviço. Eliane relata que na própria ocasião da inauguração da Unidade, na manhã do dia 28 do último mês, houve um atendimento de urgência solicitado à unidade descentralizada em que chegaram em poucos minutos no local. “Já estamos percebendo nestes poucos dias a diminuição do tempo-resposta para as urgências na região norte”, explica Eliane.

Atendimentos
“Para nós do Samu, a boa estatística é nenhuma urgência sinalizando bem estar da população, mas estamos sempre em busca de diminuir os tempos de atendimento”, afirma Eliane. No Município, em um recorte temporal de janeiro a maio, em 2015 foi um volume de atendimento de 9,9 mil atendimentos e em 2016 este número foi à 10.405. Despontam entre estes números globais as urgências de acidentes de trânsito e oriundos de violência, principalmente em casos de perfuração por arma branca e de fogo na cidade.

Mantendo o mesmo recorte, janeiro a maio, os acidentes de trânsito cresceram de 2038 no ano para 2059 em 2016. A maioria dos acidentes que alcançam maiores gravidades e risco à vida atendidos pelo Samu em Anápolis envolve motocicletas, segundo Eliane. “Ao final de contas, acaba que no acidente ou descontrole da moto o próprio corpo do condutor se torna o pára-choque”, explica Eliane.

Quanto às urgências de perfuração a partir de armas, os números apresentam o quadro da violência no Município, que neste ano atingiram o número de 103 homicídios (Marcos, por favor atualizar). No atendimento de tentativas de homicídios, os números apresentam crescimento, no qual, de janeiro a maio de 2015 foram 24 urgências por perfurações por armas brancas e 27 de fogo. Até maio deste ano foram atendidas urgências de perfuração em número de 41 por armas brancas e 49 por armas de fogo. “Neste cenário, temos inclusive que tomar cuidado quanto à segurança da equipe, sendo casos como vingança, e nos casos de arma branca, situações de violência doméstica”, exemplifica Eliane.

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