Home Opinião Uma cidade que extrapola suas divisas

Anápolis chega aos 109 anos neste domingo, 31 de julho, com 366.491 habitantes, de acordo com estimativa do IBGE. Faz parte do grupo de cidades de médio porte do Brasil, mas com um diferencial: possui uma influência regional considerável.

Em decorrência desse raio de ação que transpõe as divisas do município, é necessário que o gestor público de Anápolis tenha a consciência que administra para uma população pelo menos três vezes maior do que a que consta nas estatísticas.

E é devido a essa influência que Anápolis tem se tornado polo em diferentes setores. Na área educacional, como centro de logística, na oferta de empregos e no atendimento de saúde. A cidade recebe os ônus, já que muita gente compra produtos e serviços daqui, mas também tem que lidar com os entraves surgidos a partir de uma demanda bem maior do que se prevê no papel.

O ano de 2016 torna-se especial para esse tipo de debate devido às eleições. É mais uma oportunidade para a população tomar a frente do processo e fazer valer a força do seu voto. E não resta dúvida que é preciso voltar os olhos àqueles postulantes a cargos públicos que entendam Anápolis como uma cidade bem maior do que ela se apresenta no papel, decisiva para vários outros municípios da região, essencial para o crescimento de uma parte considerável de Goiás.

A cada aniversário é preciso celebrar aquilo que vem dando certo. Com uma população formada por pessoas vindas de diferentes partes do Brasil e do mundo, Anápolis acabou sendo morada para aqueles interessados em trabalhar, em vencer na vida. Esses migrantes e imigrantes encontraram aqui um povo com vocação para a labuta de sol a sol. A união de todos só podia dar em uma cidade pioneira em diversos setores.

Ao comemorar 109 anos de fundação, Anápolis precisa dar o devido valor ao crescimento conquistado nas últimas décadas, lembrando que se tratou de algo possível somente porque muita gente tomou a frente e trabalhou sem medo, construindo aqui instituições sólidas que ajudam a contar a nossa história.

Vivemos ciclos de crescimento e nada disso ocorre por acaso: gerações anteriores deram as bases para que a atual solidificasse conquistas. Cabem aos anapolinos de hoje, e do futuro, fazerem jus aos antepassados e, mantendo sempre a fé que é peculiar ao povo, rumar em frente, dando sempre provas do amor à cidade centenária.

Deixe um comentário