Home Esportes “O torcedor pode esperar um time que compete o tempo todo”, diz...

charlesframhomeORISVALDO PIRES

O novo técnico do Anápolis, Charles Fabian Figueiredo Santos, 48, durante entrevista ao programa Geração Esportiva, da equipe Geração do Esporte (Rádio Manchester), no início da tarde de quarta-feira (26), disse que aceitou o convite da diretoria tricolor pelas referências que teve sobre a estrutura do clube, a organização e planejamento profissional da diretoria, e o desafio de uma temporada com quatro grandes competições. E já enviou a primeira mensagem ao torcedor tricolor: “acredito em futebol competitivo, de time compacto, o torcedor pode esperar que teremos um time que compete o tempo todo”.

Em 2016 Charles Fabian completou dez anos como treinador e ainda traz larga experiência no futebol como atleta. Foi artilheiro em grandes clubes como Flamengo, Grêmio, Cruzeiro, tendo chegado à Seleção Brasileira. Em 2014 comandou o Bahia na reta final do Campeonato Brasileiro de 2014. Naquele ano foi para a Europa para estudar e buscar experiência em clubes como o Bayern de Munique e o Borussia Mönchengladbach. Além de acompanhar os treinos, Charles assistiu jogos do Campeonato Alemão e um da Liga dos Campeões. A preparação previa ainda interação com Pep Guardiola, um dos maiores treinadores do mundo na atualidade.

No final do ano passado, Charles já havia participado de um curso de aperfeiçoamento de treinadores promovido pela CBF, no Rio de Janeiro. Agora, pela primeira vez, vai trabalhar no futebol goiano. O acerto com o novo treinador foi feito em Salvador, pelo gerente de futebol, Lucas Magalhães. No primeiro contato com o torcedor tricolor, por meio do programa Geração Esportiva, Charles Fabian disse também que gosta de trabalhar com jogadores das categorias de base. O treinador disse que lançou vários garotos no Bahia. “Tenha certeza que vamos acompanhar de perto os jogadores da base do Anápolis. Se sentirmos que tem potencialidade e personalidade pode ser colocado para jogar”, disse. (Colaborou repórter Tony Marizu / Geração do Esporte)

“É preciso ter o mínimo de organização e planejamento. Isso me foi mostrado pelo clube”

O que motiva a assumir o Anápolis?
Fico feliz em trabalhar em Anápolis. O que me motivou foi o planejamento que o clube fez. No futebol por mais que não tenha condição financeira que os grandes clubes têm, é preciso mostrar o mínimo de organização e planejamento. Isso me foi mostrado. Fiquei muito feliz. E futebol é isso, é acreditar nos projetos. A partir de agora sou mais um torcedor do Anápolis.

O que conhece do futebol goiano e do Anápolis?
Em 2016 o Anápolis teve números representativos. Chegou à decisão do Campeonato Goiano, que há muito não chegava. Disputou o Brasileiro da Série D com chances de conseguir o acesso, o que infelizmente não foi possível. Mas temos certeza que a cobrança vai ser maior em 2017, mas a esperança do torcedor também será maior. Já temos uma base, a espinha dorsal da equipe. Pelo que me foi passado temos boas condições de colocar aquilo que a gente idealiza. Com a base de 2016, somados aos atletas que podemos captar no mercado, temos condições de fazer um bom trabalho.

Que fatores são importantes na formação do elenco?
Este momento de análise, de formação, de captação de elenco, é muito importante. Temos que ter muito cuidado quanto a isso. Sabemos que a formação e o perfil do elenco é muito importante para alcançar o sucesso dentro do futebol. E esta preocupação nós temos, para que o ano de 2017 seja vitorioso.

O Anápolis tem opções de jogadores a serem contratos. O senhor vai indicar jogador, vai participar diretamente das contratações?
Tive uma reunião com o Lucas (Magalhães) em Salvador. Falamos dos nomes, estamos analisando as carências. Precisamos ter cuidado. É importante no futebol buscar parcerias e isso o Anápolis tem feito com clubes de expressão do futebol brasileiro. Mas temos tempo. As coisas são dinâmicas no futebol. Se não agimos com celeridade, a gente perde um atleta. Tudo com critério, para que o perfil do elenco seja qualificado.

Como é a expectativa de trabalhar pela primeira vez no futebol goiano?
É a primeira vez como treinador. Espero poder fazer um bom trabalho em 2017. Com planejamento esperamos alcançar os objetivos esperados.

O que está definido sobre sua chegada a Anápolis para iniciar o trabalho?
A previsão é dia 12 de dezembro. Pode ocorrer alguma mudança, ainda não sabemos, depende da direção do clube. Acho que esta data nos proporciona um tempo bom para fazermos uma excelente preparação. Acho que esta data seria o ideal para começarmos.

Faz parte do perfil do seu trabalho aproveitar jogadores da base?
Com certeza. Fui formado no Bahia desde 15 anos. Tenho carinho muito grande pela base, pelos atletas novos. Já lancei muitos jogadores no Bahia. Se o atleta será aproveitado ou não é difícil falar, precisamos ver, conhecer. Mas todos os atletas da base do Anápolis serão aproveitados. Se sentirmos que tem potencialidade, serão colocados para jogar. O que vale para mim é o potencial, o perfil, a personalidade do atleta. Temos que ter cuidado, mas tenha certeza que vamos observar de perto dos os atletas da base do Anápolis.

FICHA DO CHARLES

Charles Fabian Figueiredo Santos (Como Jogador conhecido como Charles Baiano).
Natural de Itapetinga, 48.
Como atleta atuou em clubes como Bahia, Cruzeiro, Grêmio, Flamengo, Boca Júniors e na Seleção Brasileira.
Títulos conquistados: Campeão Baiano (87, 88 e 91), Brasileiro (88 – Bahia) Supercopa Libertadores (91 e 92 – Cruzeiro), Gaúcho (93 e 99), Copa Sul (99) e Copa América (Seleção – 1989)
Foi Secretário de Esporte da cidade de Itapetinga (BA).
Depois de atuar como auxiliar técnico, iniciou a carreira de treinador em 2006 no Bahia. Também trteinou Votoraty (SP), Icasa (AL) e Camaçari.
Foi auxiliar técnico em 2014, e assumiu a equipe no fim do Campeonato Brasileiro, depois de saída de Gilson Kleina.
Foi também auxiliar técnico durante boa parte de 2015, assumindo novamente como técnico faltando apenas 8 rodadas para o término da série B, após a saída de Sérgio Soares.

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