Home Opinião Expatriar | por Iron Junqueira

Os abusadores dos compatriotas, ao invés de cuidar do povo, com amor, ética e respeito, para isto foram os eleitos, fartam-se do bom e do melhor que o poder pode oferecer. Não se lhes desperta um pingo de remorso ou de razão perante seus atos maus e pela ausência de ação em favor da comunidade. Sobem os patamares dos poderes e gostam das alturas políticas, sociais, laborais, e por lá se perpetuam. Fazem carreiras nos cargos públicos dos quais tiram o valor que precisarem, desde que satisfaçam todos os anseios de seus egos insaciáveis.

Há tipos tão destituídos de consciência que vão metendo a mão em todas as gavetas e cofres do poder, e somando valores tais que não conseguem guarda-los nos cofres pessoais da usura e das suas pátrias, tendo que escondê-los em paraísos fiscais, países estes que vivem da sobra de nossos homens públicos; países estes que trabalham com a função de guardarem as fortunas dos nababescos ladrões; e são estes, respeitadospor lá, porque eles é que enriquecem essas nações ditas do primeiro mundo, porque vivem da riqueza roubada de outros países, onde os governantes e autoridades governam e mandam. Seus cúmplices! Coparceiros, corruptores, e com a vantagem de não serem punidos quando o país de origem recolhe o que lhe foi roubado, juntamente com os colarinhos brancos que “prenderam”. Questão de uns anos ou menos. Melhor dizer meses. Os países vítimas pedem a repatriação e, claro, pagam a porcentagem devida, do tempo em que a riqueza ficou nos cofres das nações de “primeiro mundo”.

No fundo, todos são da mesma estatura moral e com a mesma consciência zerada em termos de honestidade, dignidade, honra e moral “ilibada” que tanto deixam transparecer, nas conversas.

A repatriação acontece em etapas, tamanha é a negociação em termos de partilhas entre autores, os corruptos, bancos estrangeiros e autoridades das nações de origem das riquezas surrupiadas. País nenhum trabalha, de graça, para esses ladrões refinados chamados de “deputados”, “doutores”, “magistrados”, corruptos, etc. Ninguém faz graça para milionários que não têm, mais, com que gastarem! Mas também em suas pátrias são do tamanho ético dos “abastados governantes”.

Incrível saber que todo “Sistema Judiciário” de um país, é constituído de condenados por lavagem de dinheiro, roubo, mentiras e crimes de toda modalidade. Lembrar que o presidente da República não pode assumir este cargo se tiver uma pendência de ilegalidade. Pior é não fazermos nada, quando sabemos que ninguém, dos três poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — não têm, na hora que precisa, um só honesto para substituir o presidente da república ou o presidente de um desses três poderes! Tanto nos âmbitos municipais, estaduais e da união!

Estamos exatamente nessa posição politica hoje. Vamos ver o que farão. Para eles é fácil. Tiram de letra qualquer obstáculo que lhes perturbar o avanço da ambição incurável e sem limite.

São feras perigosas. Não se satisfazem com tudo o que já guardam. Fazem uma vida e estende os benefícios para todos os seus porvindouros, geração por geração, que hão de vir.

Não existe para eles uma prestação de contas com sua nação nem com algum poder acima dos seus, aqui na terra. Não sei o que pensam esses monstros humanos. Acho que nem pensam. Não lhes sobram neurônios para conjeturas incômodas.

Quero ver até onde vão! Vimos já o Hugo Chávez, o Saddan Hussein, Muamar Kadaff, etc. Nem falam neles. Profundo é o silêncio dos corruptos sobre seus colegas que parece que vivem em constante diálogo, num entendimento recíproco em que um conforta o outro. Ou de algum modo se apoiam. Porque o silêncio sobre os colegas que já foram chega a ser sinistro. O que pensa Lula (exemplo) sobre seu companheiro Chávez? Ele nem pensa. Acha que morreu, acabou. Pode ser que esteja certo. Mas diante da eloquência e dailimitada inteligência de alguns seres humanos, não creio na limitação da alma humana. Não. Nunca. A vida continua. Não tem como negar isto. Alguém dirá como sempre. “Até hoje não voltou ninguém da morte pra dizer que a vida continua”.

Mas também qualquer curto raciocínio nos apraz. Alguma lógica de pensadores, cientistas e filósofos já provou que a eternidade é o nosso destino.

É isto.

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