Home Cidades Supermercado é interditado e fiscais recolhem 1,1 ton de mercadorias estragadas

LUANA CAVALCANTE

Operação conjunta da Vigilância Sanitária municipal, Procon de Anápolis e Ministério Público de Goiás (MPGO), na sexta-feira (9), resultou na interdição da unidade da Rede de Supermercados Super Vi que fica na Avenida Mato Grosso, no Bairro Jundiaí, devido a venda ao consumidor de produtos vencidos e armazenados de maneira inadequada.

Segundo o fiscal da Vigilância Sanitária Césio Malaquias, um dos coordenadores da operação, foram recolhidos 1 tonelada e 190 quilos de produtos, entre derivados de leite – como iogurte e requeijão –, batata palito congelada, steak de frango e temperos. “A maioria estava fora da temperatura adequada de armazenamento”, explicou.

Césio disse que os produtos estavam expostos para venda ao consumidor, já que a unidade praticamente não tem estoque. As mercadorias foram levadas para o Aterro Sanitário de Anápolis.

A Promotoria de Defesa do Consumidor do MPGO informou à reportagem que a interdição é por tempo indeterminado. Para voltar a funcionar, o supermercado precisa apresentar um Plano de Recuperação e ter o Saneamento de Regularidade.
O promotor de Justiça Marcelo Henrique dos Santos explicou que há quase um mês a unidade foi notificada para fazer as adequações de higiene necessárias para continuar funcionando. “Eram vendidas carnes vencidas, o depósito é inadequado, os produtos estão fora da temperatura estabelecida pelo fabricante. Uma total falta de segurança e higiene”, ressaltou o promotor.

Durante toda a sexta-feira (9), o Super Vi da Avenida Mato Grosso foi vistoriado para fazer um levantamento de todos os produtos que estavam no local. Os principais itens eram vendidos na padaria e no açougue do local.

A fiscalização feita constatou ainda falta de condições de trabalho para os funcionários. O espaço é antigo e precisa de adequações. As visitas a estabelecimentos pelos fiscais que garantem a qualidade dos produtos comercializados são constantes e continuam nos próximos dias.

“O trabalho será feito em todos os estabelecimentos. Existem leis para garantir a segurança do consumidor. Situações como esta colocam em risco a saúde das pessoas e são acompanhadas de perto”, comentou Marcelo Henrique dos Santos.

Sem resposta
A reportagem entrou em contato por telefone com a central de atendimento da Rede Super Vi e foi informada que deveria falar diretamente com o gerente da unidade da Avenida Mato Grosso, que se recusou a dar qualquer tipo de esclarecimento sobre o caso. Até o fechamento dessa edição, nada foi informado pelo estabelecimento em seu site.

Nas portas fechadas da unidade, foram colados dois cartazes. Um deles diz o seguinte: “senhores clientes, desculpem-nos pelo transtorno, estamos em reforma para melhor atendê-los”. No outro cartaz, foram divulgados endereços de outras lojas da rede Super Vi.

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