Home Política RETROSPECTIVA 2016: O ano das mudanças e das grandes crises

O ano de 2016 foi permeado por mudanças consideráveis. A começar pela própria percepção do mundo em relação à política. Em Anápolis não foi diferente. A partir do próximo ano, a prefeitura passa a ser comandada por Roberto Naves, que construiu sua vitória calcada em um discurso que rechaçou a política tradicional e convidou o povo a acreditar em uma gestão pública baseada em princípios da iniciativa privada. O ano de 2016 também foi marcado pela recessão e pela violência excessiva. Mas teve vitórias no esporte, comemorações religiosas importantes e momentos de esperança. É isso que o Jornal Estado de Goiás se propõe a contar nesta última edição de 2016: fatos importantes que ajudaram a escrever mais uma página da história de Anápolis. Aprecie o trabalho da redação e que venha 2017.

robertoNova ordem política

MARCOS VIEIRA

O ano de 2016 marca uma nova transição no poder de Anápolis. Depois de oito anos, o PT de Antônio Gomide, João Gomes e Rubens Otoni deixa a prefeitura para a ascensão de Roberto Naves, do PTB.

O professor, atualmente empresário no ramo educacional, saiu da base do atual governo – com menos de 1% na preferência do eleitorado – para uma arrancada no 1º turno e uma vitória com 88.730 votos (51,23% dos votos válidos) na fase final do pleito.

Roberto assume no dia 1º de janeiro de 2017 com a missão de trazer a população mais próxima do seu projeto administrativo, já que 2016 foi o ano que a sociedade quis se afastar da política. Em Anápolis, só no 2º turno, de um total de 260.567 eleitores aptos a votar na cidade, 36,62% entraram no grupo dos votos inválidos. Foram 87.362 votos negados para os dois candidatos, mais do que a soma de João Gomes (84.475 votos) e bem perto do eleito Roberto Naves (88.730 votos).

O novo prefeito soube construir um discurso convincente ao longo da campanha de que representa uma nova política, com projetos mais afeitos à gestão empresarial do que ao poder público com um ranço que já cansou o povo. Roberto Naves fez seu nome também com promessas de peso, como a municipalização do sistema de água, implantação da guarda municipal e construção de unidades de saúde especializadas, como uma na área da pediatria.

Desde sua vitória nas urnas, o prefeito eleito tem trabalhado para unificar as forças políticas da cidade, ciente de que esse é o melhor caminho – e o mais acertado em termos de democracia – para poder governar em paz. Com um grande leque de aliados no 2º turno contra o PT, Roberto tem trabalhado para formação de um secretariado que contemple todos os partidos.

Campanha
A campanha eleitoral de Anápolis ficará marcada pelo uso maciço das redes sociais, sobretudo para críticas ao adversário. O pleito de 2016 também teve menos dinheiro no caixa dos partidos, porque um limite foi estabelecido pela Justiça Eleitoral, além do fim das doações de empresas.

Mas o que a campanha eleitoral deste ano nos deixa de lição? Que abertas as urnas, feita a contagem dos votos e proclamado o resultado, seguiremos todos aqui, habitando os 918,3 km2 que compreendem o território de Anápolis.

Quem destilou discursos de ódio em redes sociais, e promoveu bate-bocas intermináveis em grupos de Whatsapp, certamente vai se esbarrar com um dos algozes, ou vítima, em algum lugar da cidade. Aí vai perceber que foi tudo muito pesado, demonstrar certo constrangimento e ver que o caminho democrático é outro.

Novembro e dezembro serviram para que o prefeito escolhido nas urnas definir a equipe que assume com ele a partir de 1º de janeiro de 2017. O povo escolheu outras prioridades e apenas jornalistas e gente mais ligada à política acompanharam mais de perto esse processo. A grande maioria acha que cumpriu seu papel, embora a etapa mais complexa comece agora, que é a de cobrar o prometido na campanha e rechaçar qualquer atitude que contrarie os interesses da coletividade.

O QUE ELE DISSE NA VITÓRIA
“Entendemos que a cidade de Anápolis conseguiu captar a mensagem de nossa campanha, valorizar nossas propostas que buscam soluções para nossa cidade, melhorando a qualidade de vida da população anapolina. Mesmo estando felizes, estamos também conscientes da responsabilidade. Neste sentido contamos com o apoio de toda a imprensa, da sociedade organizada, da Câmara Municipal, para que possamos governar nossa cidade pelos próximos quatro anos. O sentimento também é de dever cumprido, de fazer uma campanha limpa e barata, mostrando que realmente é possível de fazer uma nova política. Mostramos ao povo brasileiro que não precisa perder a esperança, que a gente precisa é acreditar que é possível fazer campanha sem carreata, sem gasolina, sem compra de voto e foi isso que mostramos. Para que essa campanha limpa aconteça, precisamos de ter como principal parceira a população”.

camaraCâmara Municipal tem renovação histórica e recordista de votos

FERNANDA MORAIS

O ano de 2016 ficou marcado pelas manifestações contra o atual modelo de política nacional. O povo foi para rua, protestou e mostrou nas urnas o desejo de mudança. O sentimento de renovação ficou comprovado em Anápolis pela renovação histórica na Câmara Municipal. Dos atuais 23 vereadores, apenas oito foram reeleitos. 2/3 dos parlamentares que assumirão mandato na Legislatura que se inicia em 2017 são de novatos, embora pelos menos três deles, tenha ocupado o cargo em eleições anteriores. É o caso de Antônio Gomide (PT), João da Luz (PHS) e Dominguinhos do Cedro (PV).

O ex-prefeito Antônio Roberto Gomide retorna ao Poder Legislativo como o vereador mais votado na história da cidade, com 11.647 votos (6,09% dos votos válidos). Proporcionalmente, ele também foi o vereador mais bem votado do Estado. Outra surpresa do pleito de outubro de 2016 foi a eleição de Vilma Rodrigues (PSC), que pela primeira vez foi testada nas urnas ficando em segundo lugar na lista dos mais bem votados com 3.577 votos.

Amilton Filho (SD) atual vice-presidente da Câmara foi reeleito com 3.319 votos, ficando em terceiro lugar no ranking dos eleitos. Amilton Filho terá como companheiros de bancada (SD-PTB) os petebistas, Leandro Ribeiro e Jean Carlos. Leandro Ribeiro faz parte do grupo de vereadores que alcançaram mais de dois mil votos, já que conquistou a confiança de 2.010 anapolinos. Jean Carlos somou 1.870 votos.

Os demais eleitos são, Pedro Mariano (PRP), com 1538 votos, Lélio Alvarenga (PSC), 1.598 votos, os petistas Luiz Lacerda que teve 1.748 votos, o atual presidente da Casa, Lisieux José Borges que somou 1.640 votos, Geli Sanches com 1.326 votos, os tucanos Pastor Elias Rodrigues com 1.783 votos e Américo Ferreira dos Santos com 1.545 votos. O terceiro vereador eleito pelo PSDB foi Mauro Severiano que também faz história na política goiana. Maurão do INPS, como é conhecido, teve 1.561 voto, e é o único vereador de Goiás a conquistar sete mandatos consecutivos.

Jakson Charles (PSB) foi reeleito com 1.541 votos. Foram eleitos ainda o pedetista Valdete Fernandes Moreira com 1.799 votos, José Fernando de Paiva (PTN), com 2.281 votos e Thaís Gomes do PSL com 1.907 votos. O PSL elegeu também Deusmar Japão com 1.588 votos.

O PMN chegará ao Legislativo anapolino com duas cadeiras. Uma delas é do servidor público municipal Raimundo Teles de Oliveira Santos Júnior que somou 1.395 votos e Luzimar da Silva com 1.265 votos. O PMDB leva à Câmara mais uma novidade, Elinner Rosa de Almeida Silva que foi eleita com 1.045 votos.

É importante lembrar ainda que dos 23 atuais vereadores, dois deixaram de disputar as eleições para Câmara Municipal. Fernando Cunha (PSDB) e Eli Rosa (PMDB). Eli Rosa foi candidato a vice-prefeito na chapa de João Gomes (PT). Já o suplente Miguel Marrula (DEM), também disputou as eleições como vice-prefeito na chapa do candidato democrata Pedro Canedo.

Legislatura 2017-2020

Reeleitos
Luiz Lacerda (PT) – 1.748 votos
Lisieux Borges (PT) – 1.640 votos
Geli Sanches (PT) – 1.326 votos
Mauro Severiano (PSDB) – 1.561 votos
Jean Carlos (PTB) – 1.870 votos
Pedro Mariano (PRP) – 1.538 votos
Amilton Filho (SD) – 3.119 votos
Jakson Charles (PSB) – 1.541 votos

Novatos – 1º mandato
Pastor Elias Ferreira (PSDB) – 1.783 votos
Américo (PSDB) – 1.545 votos
Teles Júnior (PMN) – 1.394 votos
Luzimar Silva (PMN) – 1.265 votos
Vilma Rodrigues (PSC) – 3.577 votos
Lélio Alvarenga –(PSC) 1.598 votos
Thaís da Aspaan (PSL) – 1.907 votos
Deusmar Japão(PSL) – 1.588 votos
Leandro Ribeiro (PTB) – 2.010 votos
Fernando Paiva (PTN) – 2.281 votos
Valdete Fernandes (PDT) – 1.799 votos
Elinner Rosa (PMDB) – 1.045 votos

Experientes que voltaram à Câmara
Antônio Gomide (PT) – 11.647 votos
João da Luz (PHS) – 1.658 votos
Domingos do Cedro (PV) – 1.646 votos

joao-gomes-261216-6“Não terão surpresas, pois preparei Anápolis para eu administrar”

MARCOS VIEIRA

Empossado como vice-prefeito em 1º de janeiro de 2009 e reeleito para o mesmo cargo no pleito de 2012, João Gomes (PT) virou prefeito de Anápolis em 4 de abril de 2014, com a renúncia do titular Antônio Gomide (PT), que decidiu disputar o governo de Goiás naquele ano. Derrotado nas urnas no projeto de reeleição, João encerra sua passagem de oito anos pela Prefeitura de Anápolis neste 31 de dezembro. Ele recebeu a reportagem do JE na segunda-feira (26/12), para um balanço final e perspectivas de futuro. Confira.

O que o senhor sentirá falta na rotina da Prefeitura de Anápolis?
São oito anos chegando todo dia muito cedo e saindo geralmente muito tarde, sempre depois das 20h. É uma rotina interessante e ainda não me vi fora dela. Isso de certa forma passa a fazer parte do nosso dia a dia, da nossa vida. São oito anos de dedicação intensa à cidade de Anápolis, através da prefeitura, e os nossos próprios negócios ficaram em segundo plano. A partir de 2 de janeiro, quando não tivermos compromisso nenhum com a prefeitura, vamos sentir o quanto essa rotina fará falta. Costumo dizer à minha família que a partir do dia 2 de janeiro a vida volta ao normal. Isso no meu ponto de vista, na minha cabeça, mas pode ser que esse normal – pelo menos em relação há oitos anos atrás – talvez nunca mais volte. Porque saio da prefeitura com muito mais bagagem do que quando entrei, com mais conhecimento, com muito mais experiência. E ao mesmo tempo com muito mais responsabilidade, porque a população me confere uma liderança que não me deixa ficar fora do processo. Tenho sentimento de responsabilidade de continuar defendendo os interesses de Anápolis. A nossa rotina segue tão intensa quanto agora – temos nossos negócios pessoais e temos a política.

Então após ter ocupado uma prefeitura do porte de Anápolis, o senhor entende que é difícil deixar a vida pública?
É praticamente impossível, porque a cidade te confere uma liderança e junto com ela vem o peso da responsabilidade de ajudar a cuidar da cidade, de acompanhar, de cobrar, de ajudar a buscar benefícios. Então é uma liderança que automaticamente te insere na vida pública de uma vez por todas. Quero continuar honrando a confiança do povo anapolino. Esse voto de confiança é que faz toda a diferença.

O senhor pode ocupar já no começo de 2017 outro cargo público?
O meu balanço de final de ano é que quero encerrar meu mandato, encerrar a transição com o novo prefeito e, a partir de janeiro, quando não tiver mais o compromisso de vir para a prefeitura todas as manhãs, é que vou começar a pensar e formatar qual será o nosso caminho no sentido político. Ainda não tenho nada desenhado, nada resolvido e nada pensado. A verdade é que tem muita coisa acontecendo, outras que certamente virão, e precisamos fazer uma avaliação madura, tranquila e serena para que a gente possa tomar a decisão certa. A partir dessa data vamos estar tranquilos para pensarmos. Até dia 31 o foco é a administração.

O senhor fará uma avaliação do grupo no qual faz parte. Há possibilidade de deixar o PT?
Essa é uma possibilidade que a cidade inteira aventou desde o começo do ano passado, entendendo que seria um caminho mais fácil para disputar a prefeitura. E nós não deixamos. E naquele momento muitos apostavam nisso. Agora não vejo necessidade alguma de adiantarmos esse processo, até porque não temos nenhuma eleição à vista. Temos prazo, estamos tranquilos. [Vamos agir] com serenidade, tenho meu grupo político, as pessoas que respeito e tenho consideração. Certamente que isso será levado em conta dentro das minhas conversas.

Ficou alguma mágoa nesse período de prefeitura?
Não tenho. Na verdade desde menino procurei alimentar meu coração de coisas boas. Alimentar meu coração de coisas que me mantêm de pé. E a mágoa destrói o coração da gente, ela apodrece os ossos. Não vou dizer que não tive alguns momentos de embates, desconfortos, coisas que não gostaria de passar novamente, mas não tem nada que me marcou, que me deixou alguma mágoa, que me deixou algum rancor. Eu tenho muito é a agradecer: agradecer a Deus, à cidade de Anápolis e a toda minha equipe, meus companheiros, pois trabalhamos juntos nesses oito anos com muita gente. A cidade de Anápolis deu um voto de confiança e me sinto privilegiado de fazer parte de um momento tão importante da cidade de Anápolis. Levo comigo a experiência e o carinho e amizade dessas pessoas que trabalharam com a gente. Houve erros? Sim e são normais. Erramos porque tentamos fazer, erramos porque queríamos fazer. E foram muito mais acertos. E é com esses acertos que temos que nos firmar e tirar como exemplo. É o que fica para a cidade. Nossa administração tem muito que comemorar. A qualidade de vida melhorou, deixamos a administração com quase 80% de aprovação, entre bom e ótimo. Isso não é pouca coisa. Não ganhamos as eleições e a cidade inteira sabe por que. Não foi pela má gestão. A administração foi bem avaliada. Isso faz com que encerremos o nosso ciclo aqui de cabeça erguida, com a certeza de fazer o que era possível. Saímos com o sentimento de dever cumprido.

O senhor deixará a prefeitura em boas mãos?
Acredito que nenhum candidato que se elege chega aqui querendo fazer a coisa errada. O Roberto [Naves] está com muita boa vontade e merece o voto de confiança da população. E ele tem uma coisa que achei interessante: está muito preocupado com a questão prefeitura. Isso é bacana, isso é um bom sinal. Mostra que ele está sentido o peso e a responsabilidade de gerir uma cidade como Anápolis. Acredito que em função de tudo isso, das circunstâncias que envolvem a administração, ele tem condições de trabalhar e fazer uma boa gestão.

Qual a herança que o novo prefeito receberá?
Estamos deixando a prefeitura muito melhor do que nós recebemos, em condições de alavancar o crescimento econômico, bem como a qualidade de vida. A prefeitura passa a partir de janeiro a ter um superávit, mesmo com todas as dívidas fundadas, antigas, coisa de precatórios, Issa e outras coisas. Fechamos o ano com superávit. Não é 100%, em função do Issa, que são R$ 4 milhões mensais, mas a partir de janeiro teremos um superávit de pelo menos R$ 2 milhões por mês. Estamos aumentando nossa receita. O novo prefeito terá pelo menos R$ 6 milhões a mais já em janeiro. Isso facilita a administração. Costumo dizer que preparamos a cidade, organizada e pronta para ser governada por nós mesmos. Portanto, não vai ter nenhuma surpresa, nada que venha surpreender o próximo administrador. O Roberto sabe disso, estamos fazendo uma transição transparente, como foi o nosso governo, exemplo para o Brasil. Acredito que o Roberto tem todas as condições e ferramentas necessárias – e a própria arrecadação – para começar um momento importante para Anápolis. Os próximos quatro anos seriam o grande impulso da nossa administração. Preparamos a cidade e agora seria o grande salto.

Existem obras que estão em andamento e serão concluídas na próxima gestão. Há recurso em caixa para isso?
As principais obras, como o PAC Mobilidade, o recurso está 100% em caixa. São 47 quilômetros de corredores, viadutos, uma obra grande. É só medir e pagar. Temos umas 12 obras na Educação e todas elas são FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], todas têm dinheiro garantido. São Cmeis, reformas de escola e estamos deixando a escola do Copacabana, a Cecília Meirelles, com projeto pronto, licitado e contratado, já com recurso garantido e que custará R$ 3 milhões. Ela vai atender a demanda e tem que ficar pronta até maio do ano que vem, para no segundo semestre atender os estudantes da região, que hoje precisam atravessar a avenida – e fica muito longe. Temos outros seis Cmeis em construção e outras reformas importantes na Educação. Temos 10 obras na Saúde, que são unidades básicas, reformas e ampliações. Estamos deixando o projeto pronto e recurso disponível, através de emenda parlamentar, para a ampliação do Cais Progresso – seria a transformação do local em um hospital para aquela região. Então isso fica garantido através de uma emenda do deputado federal Rubens Otoni [PT]. Temos mais um parque ambiental, que é do Pirineus, com verba garantida através de emenda do senador Wilder Morais [PP]. Mais duas unidades de saúde novas a serem construídas com recursos de emendas dos deputados Lucas Vergílio [SD] e Fábio Sousa [PSDB]. Temos o Estádio Jonas Duarte, que está em andamento a obra de ampliação, a construção de novas arquibancadas, que também tem recurso garantido através de emendas parlamentares do deputado Rubens Otoni, no valor de R$ 1,8 milhão cada uma, e outra do deputado Jovair Arantes [PTB]. São quase 30 obras em andamento com recursos garantidos. Temos o centro de iniciação esportiva, na Vila Esperança, que tem recurso garantido através do governo federal, que é de quase R$ 4 milhões. Nós temos um recurso de quase R$ 3 milhões que é para galeria de água pluvial da Fernando Costa, que vai garantir a blindagem no nosso parque que vamos entregar nesse ano. Tão logo chegue a estiagem, pode começar a obra, abrir a avenida para fazer a galeria. Então são obras importantes que a cidade merece. Tem galeria na continuidade da Brasil Norte e Brasil Sul. Tem a revitalização das avenidas Brasil Sul, Brasil Norte, São Francisco, JK que ficará novinha, vai trocar todo o pavimento, Universitária e Presidente Kennedy. Tudo isso com recursos em conta. São perto de 40 obras que o próximo prefeito tem para concluir em meados do ano que vem.

Qual é o marco da gestão do senhor?
Mobilidade é um dos principais marcos. É um assunto muito discutido em Anápolis nos últimos anos. Garantimos o transporte coletivo através da troca da empresa, que deu certo. Garantimos os 47 quilômetros de corredores do transporte coletivo. Isso vai dar mais rapidez aos ônibus. As pessoas poderão sair mais tarde de casa para o trabalho e voltar mais cedo. Fizemos todos os planos, organizamos a cidade, organizamos a gestão. Isso também é um marco. Aprovamos Plano Diretor, Plano Ambiental, Plano de Resíduos Sólidos, Plano de Mobilidade, Plano de Saúde,
Plano de Cultura e Plano de Educação. Todos eles eu tive a honra de encaminhar à Câmara para aprovação. Deixamos instalado e funcionando em teste todo nosso sistema online de emissão de certidão de uso de solo. O próximo prefeito vai colher o fruto disso. A pessoa de casa poderá acompanhar o processo na prefeitura. A cidade está organizada. Instalamos a Nota Fiscal eletrônica, temos uma estrutura com nossos agentes fazendários, que são concursados, fazendo todo acompanhamento do nosso Coíndice. E fazem com competência, tanto é que nos últimos dois anos melhoramos algo que vinha caindo. E antes pagávamos uma consultoria. A partir de janeiro teremos R$ 3 milhões a mais só de ICMS.

O que mudou para o cidadão?
A principal marca nesses oito anos é a qualidade de vida. Em Educação somos referência, tivemos uma garota que foi campeã nacional de poesia. Ela é do 6º ano e mora no Jardim das Américas. Isso mostra o resultado de um trabalho importante que temos feito. A Olimpíada do Conhecimento, que foi uma coisa que lançamos e está na 3ª edição. Isso ajudou a gente a crescer no Ideb. Estamos acima da meta estabelecida. Isso mostra resultado dos investimentos. Nossa marca, resumindo tudo, é a qualidade de vida. O foco do nosso planejamento sempre foi pessoa, sempre foi gente. A autoestima do anapolino é elevada.

O ano de 2018 está perto. O senhor poderá entrar na disputa eleitoral?
Eu falava no início que fica muito difícil ficar à margem de qualquer processo eleitoral depois de oito anos dedicados à cidade de Anápolis, depois da confiança do povo e depois da votação expressiva que tivemos. O entendimento é que podemos sair na rua de cabeça erguida. Na verdade costumo dizer que todos que foram à urna, até os que não foram, gostariam que nós ganhássemos as eleições. Entende-se que a administração está boa, tem avaliação, e isso faz com que nossa responsabilidade aumente. Impossível ficar à margem de qualquer processo eleitoral. A partir de janeiro nosso nome será procurado pelas pessoas e partidos e certamente que tudo que puder fazer e ajudar nossa cidade, estarei presente. Seja com mandato, num cargo, seja o que for. Se não tiver retorno para minha cidade, pensando apenas em mim, não irei. Irei em defesa dos interesses da minha cidade, que confiou a mim essa liderança.

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