Home Opinião Nossa mobilidade urbana de cada dia | por Orisvaldo Pires

Estão nas ruas, praças e avenidas as transformações do conceito e da prática daquilo que conhecemos como mobilidade urbana. A lei 12.587, de 3 de janeiro de 2012, criou a Política Nacional de Mobilidade Urbana, com a pretensão de estimular e melhorar o transporte público nas cidades e desestimular a corrida pelo automóvel individual.

Naquela oportunidade, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (Ipea) havia alertado que, devido à ausência de políticas públicas para transporte de massa e mobilidade urbana, potencializada pelo custo cada vez mais alto das passagens, fora registrada queda de 30% na utilização do transporte público no Brasil.

O Plano Diretor Participativo do município de Anápolis, com revisão atualizada por meio da Lei Complementar Nº 001, de 15 de fevereiro de 2016, estabelece critérios para, por exemplo, organizar a implantação de empreendimentos de impacto de trânsito que causem tráfego intenso ou pesado, que causam “reflexos negativos na circulação viária” e consequentes prejuízos à acessibilidade.

A política de mobilidade urbana, estabelecida pelo município, tem a obrigação de facilitar os deslocamentos e a circulação de bens. O preceito legal determina que no espaço viário o transporte público coletivo tenha prioridade em relação ao transporte individual motorizado. Neste caso, a integração do transporte coletivo deve ser melhorada e ampliada.

O Plano de Mobilidade Urbana de Anápolis, cujo contrato fora assinado em 2014 entre a Prefeitura e o Ministério das Cidades, prevê aplicação de cerca de R$ 77 milhões para construção e reestruturação de seis grandes corredores para o transporte público nas principais vias da cidade. Além dos viadutos no cruzamento da Avenida Brasil com a Avenida Goiás e a Rua Amazílio Lino de Souza.

Há pouco mais de um ano uma nova empresa concessionária do transporte coletivo assumiu a prestação de serviços, com uma proposta de modernidade, mobilidade e eficiência. Nesta área especificamente são constantes as transformações em benefício da melhora na mobilidade das pessoas.

Em Anápolis urge a necessidade de se disciplinar o uso de estacionamento nas vias onde funciona o comércio atacadista. Todas as ações, governamentais ou da iniciativa privada, com a participação efetiva da sociedade, devem ser canalizadas para assegurar o direito de ir e vir das pessoas, de forma segura e ágil. Esta nova consciência de mobilidade, é um caminho sem volta para todos nós.

Deixe um comentário