Home Opinião Amar e respeitar, isto pode mudar o mundo | por Orisvaldo Pires

Quem aí está indignado com os fatos recorrentes de violência com os quais nos confrontamos no dia-a-dia? Quem sente aquele aperto no coração, ao ver a vitória de injustos e a fome dos inocentes? Casos assim se multiplicam no dia-a-dia. Estão nos jornais, nos programas informativos das emissoras de rádio e de televisão, nas mídias sociais. Estão nas escolas, nas ruas, dentro de nossas casas.

Uma análise de comportamento social certamente nos levaria à velha ciranda dos males históricos que, ao longo dos tempos, corroem as famílias: falta de educação, cultura, saúde, de oportunidades de emprego, de segurança. Sim. Isto é uma realidade. Mas, com a mesma intensidade, podemos afirmar que na gênese desta mecânica, está a falta de fé das pessoas. Não apenas em Deus, mas também em si mesmas.

A construção de um mundo fraterno, de paz e de justiça, começa com pequenos gestos, com manifestações simples e ao mesmo tempo nobres de amor. Certa vez, o saudoso Papa João Paulo II, santo da nossa época, disse que, enquanto uma só pessoa estiver passando fome, é impossível se falar em paz verdadeira. E, embora o homem concorde com tal condição e conheça a verdade destas palavras, finge-se de morto, ignora as desgraças que assolam milhões de seres humanos, e se nega à prática de gestos concretos em direção à paz.

A sanha gulosa daqueles que muito tem e que, a cada dia, querem ter mais, em detrimento dos milhões que passam necessidades básicas, é o veneno silencioso que corre nas veias do mundo. Uma hora ou outra vai chegar ao coração. Precisamos nos livrar desta condição de submissão cega às futilidades do mundo, em que as coisas que pouco nos edificam são as mais valorizadas.

É necessário se animar, deixar de lado a comodidade, valorizar aquilo que pode melhorar a vida do próximo. Um gesto de amor e de caridade é um bom começo. É importante se incomodar com as injustiças, combater as desigualdades. Um irmão que passa fome é algo que deve nos sacudir, nos envergonhar. É hora de tomar uma decisão e agir. Um bom começo é exercitar o amor, o respeito e a compreensão com o próximo.

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