Home Economia Saque do FGTS aquece vendas para o Dia das Mães, diz CDL

Pesquisa feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis mostra 72% dos entrevistados vão comprar presente em dinheiro

LUANA CAVALCANTE

Os comerciantes de Anápolis estão otimistas quanto às vendas neste mês de maio. A comemoração do Dia das Mães leva as pessoas a comprar produtos e serviços para homenagear as pessoas queridas. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis fez, como em todos os anos, uma pesquisa de expectativa de vendas e os dados são positivos.

O presidente da entidade, Vilmar Carvalho, informou que as pessoas pretendem pagar a vista o presente que escolher para as mamães. Cerca de 72% afirmaram que vão fechar as compras no dinheiro. Segundo ele, esse resultado em 2017 se deve a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pela Caixa Econômica Federal desde abril deste ano. “As pessoas não querem se endividar, mas querem comprar. Isso é ótimo para o comerciante e eles precisam aproveitar essa oportunidade”, comentou.

O perfil dos consumidores anapolinos segue característica única. A pesquisa mostra que a maioria, 62%, vai às ruas visitar as lojas e escolher o presente. Indo na contramão da tendência das vendas online que em Anápolis registra intenção apenas de 1% dos entrevistados.

Vilmar Carvalho ressaltou que as lojas não estão mais somente no centro da cidade, o comércio expandiu e está em vários setores. O Dia das Mães é a segunda melhor data para vendas, atrás apenas do Natal e, por isso, é muito esperada. “Os quatro primeiros meses do ano são parados. É preciso pensar em promoção e em outras estratégias para não deixar de ganhar”, pontuou o presidente da CDL.

Na lista dos presentes mais procurados, em primeiro lugar ficou com o vestuário, 30%, seguido de calçados com 13%, e 10% serão os perfumes. Em comparação com a mesma época do ano passado, os gastos irão aumentar cerca de 7%, passando de aproximadamente R$158,00, para R$ 169,00.

A pesquisa mostrou ainda que as pessoas que vão às compras devem gastar de R$ 20,00 a 200,00. A média de gastos é de aproximadamente R$ 169,00. Os dados divulgados pela CDL são feitos pela equipe contratada da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e foram aplicados cerca de 400 questionários, entre 22 a 24 de abril.

Para recuperar as vendas a partir desta importante data comemorativa, Vilmar Carvalho orienta que os comerciantes precisam investir em marketing. “Temos muitas opções para atrair o consumidor, precisamos mostrar nosso trabalho, atrair as pessoas. É possível vencer esse cenário de crise”, observou o presidente da CDL.

Preços
Os presentes e serviços ligados ao Dia das Mães subiram, em média, 4,76% este ano, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). O aumento em relação ao ano passado supera a inflação acumulada em 12 meses, que atingiu 4,17%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV.

De acordo com a pesquisa, os serviços subiram bem mais do que os bens duráveis. Itens como computador, celular, aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos não tiveram aumento acima da inflação média. “Em termos reais, eles não subiram de preço. Alguns até tiveram taxa negativa”, disse o coordenador do IPC do Ibre, André Braz.

No entanto, segundo Braz, os bens duráveis, embora não tenham apresentado aumento de preço, têm valor final maior. “Aquele filho que prefere presentear a mãe com um computador novo ou um celular, por exemplo, vai gastar mais do que aquele que prefere presentear levando para jantar, muito embora esse serviço, em comparação com o ano passado, tenha subido muito mais”, comparou o economista.

De acordo com o Ibre, a inflação do segmento de serviços acumulada em 12 meses alcançou 6,41%, enquanto a de presentes subiu 2,4%. Os serviços que mais contribuíram para a alta de preços foram teatro (36,66%), show musical (9,79%) e cinema (6,91%). Em relação aos itens procurados para presentear, a pesquisa mostra que as maiores altas ocorreram nos perfumes (7,92%), ventiladores (7,45%) e liquidificadores (7,28%). Em contrapartida, caíram de preços celulares (-4,05%), roupas (-1,27%) e máquinas fotográficas (-0,12%).

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