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Home Últimas Notícias Saúde básica cobre só 43,8% dos anapolinos, revela estudo do Instituto Mauro...

Os dados estão no Panorama sobre a Estratégia Saúde da Família e alguns indicadores de saúde do Estado de Goiás, divulgado pelo Instituto Mauro Borges

MARCOS VIEIRA

A atenção primária à saúde em Anápolis está abaixo da média da região e não cobre nem metade da sua população. A Regional Pirineus – que engloba 10 municípios e no qual Anápolis está inserida – possui sete cidades com cobertura acima dos 90%. O índice anapolino é de 43,84%.

Os dados estão no Panorama sobre a Estratégia Saúde da Família e alguns indicadores de saúde do Estado de Goiás, divulgado pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), publicado no mês de junho.

O trabalho analisou a distribuição do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) – o antigo Programa Saúde da Família (PSF) – nos municípios goianos, evidenciando associações com indicadores como saúde materno-infantil. Os dados se referem ao período de 2006 a 2014.

Segundo o estudo, é recomendado que cada equipe da ESF seja responsável em média por 3 mil pessoas e, no máximo, 4 mil. É aconselhado que o número de pessoas por equipe considere a vulnerabilidade das famílias no território. O número máximo de agentes comunitários de saúde por equipe é de 12, sendo que cada um deve ser responsável por no máximo 750 pessoas.

Segundo apurou o IMB, dos 246 municípios de Goiás, 80,89% (199) possuem cobertura acima de 90% da ESF. Anápolis faz parte de um grupo com oito municípios com menos de 50% de cobertura – todos possuem mais de 50 mil habitantes, frisa o estudo, o que foge do padrão do Estado.

Em contrapartida há 13 municípios com mais de 50 mil habitantes com cobertura acima de 50%. Destes, 25% possuem cobertura acima de 90%. Dos municípios com menos de 5 mil habitantes, 102 municípios ou 95,10% possuem acima de 90% de cobertura.

Em relação à cobertura da ESF por região, o levantamento mostra que as mais populosas são as que possuem menor presença da atenção básica – é o caso da Pirineus, sediada em Anápolis. Somadas as 10 cidades a cobertura é de 58%. Isso quer dizer que dos 462.039 moradores da região, estão cobertos 267.996 habitantes.

Entre as regiões com menor nível de cobertura – abaixo de 70% –, todas apresentam a mesma característica: quantidade elevada de municípios em torno de um mais populoso, sendo este o principal responsável pela cobertura de saúde. É o caso de Anápolis.

A Estratégia Saúde da Família é importante porque está relacionada diretamente com a melhoria de taxas de mortalidade infantil, neonatal e pós-natal. O trabalho de agentes comunitários influencia em índices de casos de dengue, taxas de imunização e subnutrição infantil, entre outros.

O estudo mostra que a ESF está associada ao aumento da proporção de nascidos vivos, graças à realização de sete ou mais consultas pré-natal. Também contribui para a redução da mortalidade infantil e da proporção de nascidos vivos com baixo peso.

O IMB conclui que a Estratégia Saúde da Família encontra-se em um período de consolidação no Brasil. Presente nos 246 municípios goianos, a ESF cobre somente 67,22% da população, apesar de ter 17 anos de existência. Há baixa cobertura, sobretudo, nas cidades maiores. “Portanto, sendo a expansão do programa um objetivo, deveria se pensar em estratégias de expansão diferenciadas para municípios pequenos e de grande porte”, finaliza o estudo.

A pesquisa feita pelo IMB utiliza dados até 2014. Após esse ano, algumas unidades de atenção básica foram inauguradas em Anápolis. Uma delas foi entregue em julho de 2016: localizada na Vila União, ela possui 840 m2 e visa atender 12 mil moradores da região. Uma unidade está sendo construída atualmente no Residencial Leblon, com previsão de entrega em setembro. No mesmo mês deve ser reinaugurada a ESF do Bairro de Lourdes, que passa por reforma e ampliação.

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