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O parlamentar afirma que se houver unanimidade em torno de seu nome, ele aceita o desafio de presidir o diretório do PSDB

FERNANDA MORAIS

O presidente do PSDB em Goiás, deputado federal Giuseppe Vecci, determinou que as eleições para escolha do novo diretório tucano em Anápolis aconteçam no dia 9 de agosto. Ainda de acordo com o deputado, ficarão responsáveis por secretariar o processo eleitoral os filiados Maristela Rodrigues da Silva e Antônio Carlos Coelho, este último é o secretário executivo do PSDB goiano.

A outra reviravolta no ninho tucano anapolino é que existe a expectativa de que, dessa vez, o pleito aconteça com chapa única, com o consenso em torno do nome do vereador Pastor Elias Ferreira. Parlamentar de primeiro mandato, Pastor Elias afirma que, se de fato, houver unanimidade, ele aceita o desafio de presidir o diretório do partido na cidade.

“Sou um soldado do partido. Estou à disposição dos membros da executiva, porém, defendo o consenso, não por ser o meu nome, mas porque nunca vi sucesso em legenda com rachaduras. Tenho o apoio dos colegas vereadores Mauro Severiano e Américo Ferreira. Eu penso que essa conversa está bem encaminhada internamente”, revelou Elias Ferreira.

O vereador, que é amigo de José Eliton (PSDB), esteve essa semana em Goiânia conversando o vice-governador sobre o assunto. “Ele disse que nos apoia nessa jornada e que acredita que seria possível aproximar ainda mais o PSDB anapolino do Governo do Estado, caso essa conversa seja concretizada”, destacou Pastor Elias.

O tucano disse que também já conversou com o coordenador pelo Observatório de Segurança de Anápolis, delegado Glayson Reis, e o secretário municipal de Cultura, Erivelson Borges. Ambos disputaram o pleito, com vitória de Erivelson, que acabou destituído para um novo processo eleitoral. “Os dois fazem um belo trabalho por Anápolis, O Glayson me disse que não tem intenção de entrar na disputa e o Erivelson me disse que se optarem pelo meu nome, ele está de acordo com a eleição de chapa única”, informou.

Ainda de acordo com o vereador, tudo está caminhando bem para que o PSDB anapolino feche acordo pela unanimidade. Pastor Elias ressaltou que em momento algum trabalhou para que seu nome fosse cotado para o cargo, embora esteja preparado para assumir a função. “A ideia é unir o PSDB da nossa cidade para que ele chegue forte nas eleições do próximo ano”, declarou.

Provisório
Atualmente o PSDB anapolino é presidido pelo ex-prefeito Adhemar Santillo. Ele assumiu o cargo porque o estatuto prevê que, em caso de destituição do diretório, o membro mais velho da executiva deve assumir o cargo até que uma nova eleição seja realizada.

Adhemar Santillo segue afirmando que considera equivocada a decisão de realizar uma nova eleição para o diretório tucano municipal. Segundo ele, o primeiro pleito foi democrático, considerando que os dois candidatos à presidência do partido concordaram com a quantidade de votos que seriam computados no plenário.

“O Erivelson e o Glayson assinaram a ata no dia e todos que estavam no plenário foram informados da metodologia. Com o resultado, a parte derrotada encontrou essa maneira de anular o pleito através do diretório estadual”, reclamou o atual presidente.

Apesar de se opor a realização da nova eleição, Adhemar Santillo disse que sempre defendeu a unidade do partido. Caso Pastor Elias seja consenso entre os votantes, Adhemar garantiu que o vereador terá o seu apoio. “Sem problema algum. Eu sabia que o resultado da eleição de abril teria esse desdobramento. De todo modo, pela unidade, sou a favor do nome do Pastor Elias, mesmo sabendo que ele não foi eleitor da nossa chapa. Isso não tem importância, considerando que na minha opinião, ele é capaz de administrar o PSDB sem problema algum”, concluiu.

Relembre
Após a eleição dos 45 membros do diretório do PSDB anapolino, no dia 17 de abril, realizada no plenário da Câmara Municipal de Anápolis, o ex-presidente e candidato ao cargo, professor Valto Elias, retirou sua postulação em favor do delegado Glayson Reis. As sequentes reuniões de bastidores entre lideranças tucanas, em busca do convencimento em torno de chapa consensual, pouco tiveram de resultado. Ao final, no embate eleitoral, no dia 19 de abril, com 48 votantes, 25 indicaram Erivelson Borges e outros 23, Glayson Reis.

Dos 45 membros titulares do diretório tucano, dez não compareceram à eleição. Os 13 suplentes presentes então, após acordo entre ambos os candidatos, somaram-se aos 35 titulares, estabelecendo quórum de 48 membros com direito a voto.

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