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Ato se deu por pronunciamento em rede

O governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM), rompeu com o agora ex-aliado Jair Bolsonaro. Caiado que é médio por formação disse estar indignado com o pronunciamento do presidente em rede nacional, nesta terça-feira, 24, no qual atacou a imprensa e as medidas adotadas, para a contenção da disseminação do novo coronavírus, por alguns gestores estaduais.

Afirmou Caiado que Bolsonaro foi “irresponsável” e foi contundente ao criticar os termos “gripezinha”e resfriadinho”, referindo-se aos termos usados pelo presidente ao falar dos efeitos dos sintomas da covid-19.

Em entrevista no Palácio das Esmeraldas Caiado disse: “Tanto na política como na vida, a ignorância não é uma virtude”, referindo-se a uma fala de Barack Obama, ex-presidente norte-americano em 2016 endereçada a Donald Trump, então candidato republicano nas eleições presidenciais.

“Não posso admitir e nem concordar com um presidente que vem a público sem ter consideração com seus aliados, sem ter respeito. Fui aliado de primeira hora durante todo o tempo, mas não posso admitir que venha agora, um presidente da República, lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas pelo colapso econômico e pela falência de empregos que amanhã venha a acontecer.  Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter a coragem de assumir as dificuldades. Se existem falhas na economia, não tente responsabilizar outras pessoas. Assuma sua parcela”, afirmou Caiado.

Continuado sua crítica ao discurso, Ronaldo Caiado disse que: “não é o presidente que tem que prescrever cloroquina na porta do Palácio”, referindo a citação do remédio, durante fala, como alternativa ao tratamento da covid-19, sem que haja comprovação científica de sua eficácia.

Sobre o “isolamento vertical” anunciado pelo presidente, Caiado foi ainda mais veemente – “Por favor, estamos tratando de um assunto sério”, disse. “Alguém tem dúvida da crise ou do desemprego? Ninguém tem. Então para que responsabilizar os outros? Eu sou governador, tenho que responder pelo estado. E reafirmo: o meu decreto vai prevalecer em Goiás. As decisões do presidente não atravessam as fronteiras e não atingem os 7,2 milhões de goianos”.

 

Com informações da Veja On Line

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