Home Destaques Seco e frio, inverno goiano é desafio para a saúde das crianças

Fazer o básico bem feito e não hesitar em procurar ajuda médica são dicas preciosas para prevenção e tratamento de doenças

Publicado: 16.06.2024

Com a chegada do inverno em Goiás, as temperaturas mais baixas e o ar seco tornam-se o cenário perfeito para o aumento das doenças respiratórias em crianças. “A prevalência dessas doenças não é uma novidade, mas a boa notícia é que muitas delas podem ser prevenidas,” afirma a médica pediatra Carolina Melo Piloni.

Segundo ela, os vírus respiratórios, transmitidos por gotículas, encontram no inverno um aliado para sua disseminação. Mas, hábitos básicos como a prática da lavagem nasal ao chegar em casa, mesmo sem sintomas, é uma forma eficiente de evitar que esses vírus se transformem em doenças. “O nariz atua como um filtro e essa simples manobra pode evitar a progressão de micro-organismos nas vias aéreas,” destaca.

Dupla proteção

Outros dois hábitos muito eficientes são manter distância de pessoas sintomáticas e o uso de máscaras em locais fechados.  Medidas adicionais de proteção que ajudam a reduzir a transmissão de doenças respiratórias, protegendo não apenas as crianças, mas toda a comunidade. Mas não é só isso. O corpo precisa estar preparado para enfrentar a doença, caso ela passe por essas barreiras.

Para isso, alimentação balanceada e boa higiene do sono são essenciais para fortalecer o sistema imunológico. “Estes também são pilares essenciais para a saúde das crianças, especialmente durante o inverno,” enfatiza a Carol. “Fazer o básico bem feito muitas vezes é o suficiente para garantir certa tranquilidade nesse período”, completa a médica.

Doenças comuns

As doenças respiratórias mais comuns no inverno incluem gripes, resfriados, asma, pneumonia e as “ites” – bronquite, sinusite, rinite, entre outras. Nesses casos a prevenção passa por medidas como vacinação, evitar aglomerações e manter os ambientes limpos e arejados. “Quando muitas pessoas ficam confinadas num ambiente aumenta muito a possibilidade de uma contaminação em massa. Principalmente se esse ambiente não estiver limpo, ou seja, estiver exposto ao acúmulo de poeira, que vem com o tempo seco”, detalha a pediatra.

Mas, quando a prevenção não é suficiente e a doença se instala, o tratamento deve ser iniciado rapidamente. “Medidas como lavagem nasal e hidratação oral são primordiais no tratamento” aconselha Carolina, além de seguir o calendário vacinal e manter uma alimentação saudável. Se os pais não observarem melhora e o quadro vier acompanhado de febre alta, o auxílio médico deve ser buscado rapidamente.

É que as crianças e bebês são muito mais suscetíveis a complicações do que os adultos. “Um simples resfriado em um adulto pode representar uma luta pela vida em um bebê. “Eles são menores e consequentemente suas vias aéreas, trazendo então sintomas exacerbados. Portanto, a conscientização e a adoção de medidas preventivas são tão fundamentais, quanto a iniciativa de procurar logo um médico quando a situação não se estabiliza”, conclui Piloni.

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