O município de Anápolis chega neste dia 31 de julho aos seus 103 anos como uma das principais forças da parte central do País.
Dos primeiros habitantes da região, no início do século XIX, passando pela elevação à categoria de cidade por força de decreto-lei, em 1907, chega-se hoje a marca de 335.960 habitantes.
(Esse dado sobre a população é o oficial, divulgado pelo IBGE em 2009, através de uma estimativa. Percebe-se, claramente, que Anápolis tem muito mais que isso).
Polo industrial, sede de importantes laboratórios farmacêuticos e de uma montadora de veículos, Anápolis passou nos últimos anos por um processo de expansão do ensino superior. É conhecida por abrigar dezenas de faculdades.
Bem antes dessas novidades, recentes do ponto de vista de uma cidade com 103 anos, Anápolis já tinha no currículo um dos principais comércios atacadistas de Goiás. Era reconhecida internacionalmente por sediar a Base Aérea. Também pelo futebol de Anápolis e Anapolina e por ser a terra de importantes líderes políticos.
Ressalte-se que à medida que surgiram novas características (polo farmacêutico, polo universitário, etc.), não se perdeu as antigas. A cidade incorpora projetos, expande suas peculiaridades e aceita novos desafios.
Anápolis chega aos 103 anos como uma cidade multifacetada. A cada dia, recebe mais e mais imigrantes e migrantes, que a adotam como sua terra. Essa, inclusive, é uma característica antiga de uma população formada desde sua origem por diversas colônias.
Com um PIB de R$ 4,6 bilhões, Anápolis é o município mais competitivo, rico e desenvolvido do interior do Centro-Oeste brasileiro.
Está a 48 quilômetros da capital, Goiânia, através de pista duplicada da BR-153, que liga a cidade ao sul e ao norte do país. Ainda conta com as rodovias federais BR-060 (que liga Anápolis a Brasília através de pista dupla) e BR-414 (que liga Anápolis à Brasília, através de Corumbá de Goiás) e as estaduais GO-222 (para Nerópolis) e GO-330 (para Leopoldo de Bulhões). É um dos maiores entroncamentos rodoviários do país, estando a pouco mais de 130 quilômetros da capital federal.
Capital industrial, Manchester goiana, capital dos genéricos, polo logístico, centro educacional, cidades dos Mirages: esses são alguns títulos da cidade que faz aniversário voltada para o futuro, de expansão firme e sólida, sem contudo perder as raízes de um povo trabalhador e acolhedor que a consagrou em 103 anos de história.
História
A história conta que um professor de primeiras letras oriundo de Meia-Ponte, designado pelo governo provincial, chegou ao povoado em 1882. Chamava-se José da Silva Batista (Zeca Batista).
Batista lutou pelo desenvolvimento da freguesia e para emancipá-la de Pirenópolis, fato que se deu, por força da Lei nº 811 de 15 de novembro de 1887. Com a morte de Gomes de Sousa Ramos, considerado o primeiro líder, Zeca Batista ocupou o seu lugar.
Por múltiplos obstáculos, e, sobretudo pelas dificuldades levantadas pelas autoridades pirenopolinas, pelo advento da Lei Áurea (1888) e pela Proclamação da República (1889), a instalação da vila só se deu a 10 de março de 1892, com José da Silva Batista na presidência da junta administrativa da Vila de Santana das Antas.
Através de eleições, em 1893 o povo antense escolheu o primeiro intendente Lopo de Sousa Ramos, e o primeiro conselho municipal foi formado por Antônio Crispim de Sousa, Teodoro da Silva Batista, Vicente Gonçalves de Almeida, Floro Santana Ramos, Antônio Batista Arantes e Modesto Sardinha de Siqueira. Já contando com autonomia administrativa e base territorial, a Vila de Santana das Antas foi elevada à categoria de cidade pelo Decreto-Lei 320, assinado pelo então presidente do estado de Goiás, Miguel da Rocha Lima, passando a ser denominada de Anápolis (que significa Cidade de Ana) a partir de 31 de julho de 1907, sendo considerada esta a data de comemoração do aniversário da cidade.
José da Silva Batista, o consolidador do município faleceu em 7 de dezembro de 1910, com 54 anos de idade.
Em 9 de janeiro de 1924, chegou a luz elétrica na cidade, graças ao pioneirismo de Francisco Silvério Faria e Ralf Colemann. A instalação do telégrafo deu-se em 1926 e a ferrovia chegou em 1935. É conhecida como Manchester goiana. Em 1927 foi fundado o Hospital Evangélico Goiano, pelo médico e missionário evangélico de origem inglesa, Dr.James Fanstone, sendo na sua época a mais moderna instituição de saúde do centro-oeste brasileiro. Em 1939 foi fundado o Hospital Nossa Senhora Aparecida, em 1943 surgiu o primeiro bairro, o Jundiaí, lançado por Jonas Duarte.
Relevo
O município tem um relevo ondulado, que faz parte do planalto goiano (central), podendo ser subdividido em cinco tipos, com características peculiares, sobretudo no que diz respeito à forma, ao espaçamento interfluvial e à potencialidade erosiva.
A maior parte do território do município possui um relevo medianamente dissecado com potencialidade erosiva fraca. Apresenta formas convexas associadas a formas tabulares amplas. Nessa área, a drenagem das águas é pouco entalhada e as encostas possuem uma inclinação de 2 a 5º. A substituição da cobertura vegetal primitiva por pastos, submetidos à prática de queimada e ao pastoreio intenso, provoca a retirada de nutrientes do solo pelo escoamento superficial promovendo seu esgotamento.
Os relevos intensamente dissecados com potencialidades erosiva muito forte, encontram-se em duas áreas. A primeira, menor, ao norte, junto à fronteira com os municípios de Abadiânia e Pirenópolis. A segunda maior, desde os limites com o município de Ouro Verde e avançando em direção ao centro, sob a forma de uma faixa estreita. Caracteriza-se pelas formas convexas e aguçadas, pelo espaçamento interfluvial inferior a 750 metros, eventualmente associados a relevos residuais de topo plano e a bordas de planalto e chapadões, com escarpas de até 45º.
Clima
O Clima do município é do tipo tropical de atitude, bastante ameno e saudável. A temperatura ao longo do ano, oscila entre 10º (julho) e 30º (janeiro a março), mas a média fica entre 20º e 23º ao longo do ano. O período mais frio vai de maio a setembro, e o mais quente, de outubro a abril. Existem duas estações distintas, a da seca, que coincide com o período de frio, e a das chuvas, que coincide com o período de calor.
A umidade relativa do ar tem uma variação sazonal. A média mensal fica em torno de 50 a 60% nos meses mais secos, mas no período das chuvas ultrapassa a 80%.
Vegetação
A cobertura vegetal do município está quase que totalmente descaracterizada pela ação do homem que há décadas, vem substituindo as matas por cultura de cereais, como arroz, o milho, o plantio de café e a formação de pastagens para alimentação do rebanho bovino.
O município localiza-se em uma área de tensão ecológica, ponto de contato entre o cerrado e a região da mata. O cerrado, predominante a leste, tem dois típicos básicos de cobertura: o cerrado propriamente dito e o campo cerrado.
Fauna e Flora
A Flora da região do cerrado é formada principalmente por pau terra, jacarandá, peroba-branca, quina-do-campo, aroeira, pequi e lobeira. Na região de mata, destacam-se o angico, o amarelão ou garapa, o ipê-amerelo e o ipê-roxo, algumas espécies de palmeiras e a taboca. A mata ciliar ou de galeria, que acompanha as margens dos rios, possui palmitos, buritis, samambaias e imbaúbas, dentre outras plantas.
Existem inúmeras plantas de uso na medicina popular, como o pau-santo e a quina, que são arvores, e o acaçu, velame-branco, pé de perdiz, carapiá e chapadinha, que são arbustos dos quais se extrai a raiz para fins medicinais.
Hidrografia
Embora não exista nele nenhum rio caudaloso, o município de Anápolis é um privilegio manancial de água, que servem as duas bacias hidrográficas: a Platina e a Amazônica. Trata-se de córregos e ribeirões com pequeno volume e água, muitas vezes estreitos e encachoeirados, que não podem ser utilizados para navegação. Durante o período das chuvas, costumam transbordar, muito embora o volume de água que possuem seja pequeno.
Quanto ao aspecto econômico, muitos córregos e ribeirões são importantes devido à utilização são importantes devido à utilização de suas águas para irrigação de hortaliças. Não são rios piscosos, ainda que em alguns deles se pratique a pesca em pequena escala, mais como atividade de lazer.
Evolução populacional
1872 - 3.000
1900 - 6.296
1910 - 8.476
1920 - 16.037
1935 - 33.375
1940 - 39.148
1950 - 50.338
1960 - 68.732
1970 - 105.121
1980 - 179.973
1991 - 239.047
1996 - 264.868
2000 - 287.666
2009 - 335.960