Untitled Document
Untitled Document
Untitled Document

[15 09 2007]
Congonhas não tem atrasos no 1º dia com pistas mais curtas

SÃO PAULO - O Aeroporto de Congonhas opera neste sábado sem vôos com atraso superior a uma hora e quatro cancelamentos entre as 27 decolagens previstas para as 8h, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). É o primeiro dia de operação das áreas de escape "virtuais" que diminuíram cada uma das duas pistas em 300 metros.

Não haverá obras de readequação de curto prazo nem está prevista nova sinalização nas pistas. De acordo com a Infraero, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) comunicou oficialmente as companhias aéreas e os pilotos estão avisados sobre a redução das pistas - a principal, que tinha 1.940 metros, passa a ter 1.640 metros de extensão; a secundária ficará com 1.195 metros.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou as mudanças na última quinta-feira. Na briga por mercado, a Gol deve ser a mais afetada pelas restrições operacionais, uma vez que os modelos Boeing 737-800 usados pela companhia necessitam de pelo menos 1.640 metros para conseguir frear. Para as demais empresas que operam em Congonhas - TAM, OceanAir e Varig, além dos táxis executivos -, a redução do tamanho das pistas terá poucos reflexos.

Jobim ainda não definiu o que será feito nas áreas de escape criadas com a redução das pistas. O mais provável é que a Infraero seja orientada por seus técnicos a instalar o sistema conhecido como concreto poroso. "É um tipo de asfalto que faz o avião atolar", explicou na sexta-feira o ministro, em visita a Guarajuba, litoral norte da Bahia.

Para o engenheiro Alexandre Duarte Santos, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em sistemas de contenção de aeronaves, essa é a alternativa mais indicada. Segundo ele, um estudo elaborado pela agência de aviação civil dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) mostrou que 86% dos acidentes provocados por erros operacionais poderiam ter sido evitados com o uso do concreto poroso.

O custo da instalação, ainda de acordo com o engenheiro, seria de US$ 5 milhões. "Não é nada se comparado aos benefícios", disse Santos. O engenheiro também sugere construir uma espécie de viaduto na cabeceira vizinha à Avenida Washington Luís, a fim de aumentar a área de escape sem alterar o comprimento original das pistas.




[ voltar ]

Untitled Document



PUBLICIDADE
Anuncie aqui
Untitled Document
Todos os direitos reservados - Desenvolvido por Minuto Web