Fonte: O Popular
A Polícia espanhola deteve ontem 13 goianos pertencentes a um grupo que fazia falsificações de documentos para entrar e sair da União Européia (UE). Registros de turista eram vendidos a prostitutas, em sua maioria brasileiras - por até 500 euros - a fim de regularizar a situação dessas mulheres.
Dos 13 goianos, três são de Goiânia, dois de Anápolis, um de Niquelândia e um de Bom Jesus de Goiás. Segundo a Brigada-Geral de Estrangeiros e Documentação, cinco dos presos foram identificados apenas como provenientes “da Província (Estado) de Goiás”.
Os goianos, cujas identidades não foram reveladas, e outros 29 líderes do grupo, percorriam as casas de prostituição de Madri para regularizar as mulheres recém-chegadas com selos falsos, que simulavam no passaporte uma estadia como turistas.
Ao todo, 84 pessoas, entre integrantes da rede e usuários do serviço, foram presos sob acusação de crime de falsidade ideológica. De acordo com a imprensa espanhola, eles ainda serão acusados pela Promotoria do país de infringir a Lei de Estrangeiros, já que, a cada três meses, distribuíam e compravam os selos de entrada para simular uma estadia como turistas.
Os policiais conseguiram prender o líder do grupo, o brasileiro Donizete José T., de 39 anos, no bairro de Vallecas, em Madri, onde foram achados documentos falsificados, entre outros materiais.