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[02 02 2009]
Ensaio na quadra aquece participante do Carnaval em São Paulo

O som ensurdecedor da bateria ecoa entre os edifícios do Bexiga, na Bela Vista (centro de SP), às 20h de uma quinta-feira. É quando 12 universitários, com cervejas na mão e algum samba no pé, dançam e cantam o enredo decorado ali mesmo --são foliões de um Carnaval que só começa em três semanas, mas que já esquenta nos ensaios das escolas.

"É algo que se vê na televisão e que aqui está perto", diz a estudante da USP Kera Medeiros, 23, sambando na quadra da Vai-Vai. E a bateria da escola dá o tom da festa. Enquanto baianas rodam vestidos brancos, dezenas de crianças pulam e a madrinha da bateria recebe a faixa dos músicos. No palco, os intérpretes cantam o enredo.

"Aqui vem todo tipo de gente", diz o presidente, Thobias da Vai-Vai, que calcula: são 3.000 pagantes por ensaio (R$ 10 a entrada), fora o consumo dos bares e barraquinhas. Vinte homens cuidam da segurança.

Todas as 14 escolas do grupo especial realizam ensaios nas suas quadras de uma a três vezes por semana. O preço vai de R$ 5 (só para homens) na Leandro de Itaquera a até R$ 20 na Rosas de Ouro.

Para o diretor de harmonia da Rosas de Ouro, João Ricardo Dias, mais que um divertimento, o ensaio é uma forma de capitalizar a escola para os gastos (que chegam a R$ 2 milhões) de preparar um desfile.

Mas os ensaios que realmente servem para aprimorar notas no desfile de competição são os técnicos, no sambódromo do Anhembi. Cada escola ensaia com mestre-sala, porta-bandeira e até com todos os seus integrantes na avenida.



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