Home Opinião Balanço parcial | por Márcio Sousa

Estamos concluído o quarto mês de 2017 e é hora de fazermos um balanço parcial do ano, afinal já atravessamos os meses mais difíceis, pois a maioria dos compromissos financeiros acontece neles. Segundo alguns especialistas, quatro dos 12 meses são dedicados para pagamento de tributos e impostos. Mal começamos efetivamente o ano e as cobranças já aparecem, contrariando a velha cultura de que o ano só começa depois do carnaval. Na realidade não é bem assim.

O Brasil possui uma das mais altas cargas tributárias do mundo. Cerca de 38% de tudo que ganhamos é destinado a impostos. Fazendo jus ao nome é mesmo uma imposição.
A título de refrescar a nossa lembrança, vamos citar alguns dos impostos federais, estaduais e municipais que pagamos no dia a dia: IPI, IOF, IRPJ, IRPF, ITR, COFINS, CIDE, CSLL, INSS, FGTS, PIS, PASEP, ITR, ITCMD, IPVA, ITI, ITBI, ISS, CIP, TSU, ISSQN, e IPTU… Se buscarmos, certamente encontraremos outros.

Portanto, é momento de avaliarmos profundamente tudo isso, pois somos nós que pagamos toda a conta, desde os salários dos vereadores até do presidente da República, com todas suas regalias e mordomias. Veja que absurdo, pagamos para decidirem o nosso futuro, quantas horas devemos trabalhar na semana, de como devemos descansar, pois a reforma trabalhista é uma realidade. Pagamos para que decidam até quanto devemos trabalhar, se sonhamos em aposentar. São tantas mudanças acontecendo e nós, os verdadeiros donos deste país, cochilando e muitas vezes dormindo.

Pergunte para você mesmo, o que você já conquistou este ano? Trocou o carro por um mais confortável para sua família? Conseguiu uma pintura nova para sua casa? Matriculou seus filhos em uma escola melhor? Fez o regime que estava planejado? Perdeu os quilinhos indesejáveis? Conquistou sua promoção no trabalho? Tornou-se o empreendedor que sempre sonhou? Cobrou as ações políticas de quem você votou? Fez um check-up na saúde? Enfim, o que já conseguiu neste primeiro quadrimestre deste ano? Não vamos desistir do que planejamos e sonhamos.

Está mais do que na hora de fazermos essa avaliação, fiscalizar a aplicação dos nossos impostos transformados em trilhões de reais e que devem ser retornados em benefícios à nossa tão sofrida sociedade. Até o fechamento deste artigo, o impostômetro oficial registrava as seguintes cifras: 726 bilhões, 191 milhões, 506 mil e 711 reais. Lembrando que os números mudam a cada segundo. Se nada fizemos até agora, vamos rever algumas atitudes e aproveitar cada momento, cada oportunidade, cobrar os nossos direitos, para que no balanço total, tenhamos o que comemorar. Pense nisso…

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