A bancária Brenda Esteves, de 22 anos, que foi morta a tiros juntamente com o irmão, Diego, de 19, na casa em que moravam em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, já havia denunciado à polícia o ex-namorado, principal suspeito do crime, em duas ocasiões. O rapaz também foi encontrado morto horas após o crime.

De acordo com o delegado Fabiano Medeiros, que investiga o caso, a jovem procurou ajuda pela primeira vez na última quinta-feira (11/06). “Ela esteve na delegacia às 22h denunciando uma ameaça, mas no histórico ficou claro que a vítima não queria dar andamento ao procedimento contra o autor. Mas ela foi orientada a procurar a Delegacia da Mulher, na manhã de sexta-feira [12/06], caso ela mudasse de ideia. E foi o que aconteceu”, explicou.

Na noite do mesmo dia Brenda e o irmão foram mortos. A jovem estava em casa, quando o ex-namorado chegou. Segundo a polícia, ela havia rompido com o suspeito há dois meses, mas ele queria reatar o relacionamento. Após uma discussão, ele atirou contra ela.

Quando o suspeito já deixava a casa, o irmão dela, que era militar do Exército, chegou e também foi baleado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Já a jovem, que foi atingida por dois tiros na cabeça, chegou a ser socorrida, mas faleceu no
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hospital.

Após o crime, o ex-namorado da jovem fugiu. No entanto, o carro que ele dirigia foi encontrado capotado em meio a um matagal na BR-040, a cerca de 2 km de Luziânia, na manhã de sábado (13). Motoristas que passavam pela rodovia viram o veículo e avisaram à polícia. Ele estava no interior e a suspeita é que ele tenha atirado contra si enquanto dirigia.

Segundo a polícia, após a segunda denúncia feita pela jovem, a polícia chegou a fazer buscas pelo ex-namorado, mas ele só foi encontrado quando já havia cometido o crime e estava sem vida. “Por isso é importante que a pessoa procure a polícia e represente contra o autor da ameaça, pois assim podemos fazer diligências e até prender o suspeito”, ressaltou Medeiros.

Os corpos de Brenda e Diego foram enterrados no domingo (14). A cerimônia, que contou com honras militares, aconteceu no Cemitério Jardim da Consolação. Emocionados, os parentes e amigos ainda tentavam entender os motivos do crime.

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