Home Opinião O furo e a certeza

O Jornal Estado de Goiás completa hoje 600 edições publicadas. A marca chega bem próxima à comemoração de dez anos do veículo de comunicação, cujo primeiro exemplar circulou nas bancas de Anápolis no dia 22 de julho de 2006. Em uma década, muita coisa mudou no modo de produzir notícias, “decretaram” centenas de vezes o fim do jornal de papel, mas ainda não encontraram algo que o possa substituir em sua integridade.

As redes sociais deram a oportunidade para que muitos criassem o seu próprio canal de notícias e, de forma colaborativa, passassem a narrar os fatos do dia a dia para seus seguidores. Há bem intencionados nesse meio, como existem aqueles que possuem objetivos escusos, como em qualquer lugar, mas o fato é que não dá para condenar esse novo modo de fazer notícias, que quase sempre não conta com um profissional da área.

Os relacionamentos virtuais ainda serão aperfeiçoados e o uso profissional das redes sociais também ganhará uma forma mais clara, expurgando do mercado quem não é do ramo. Quem gosta de “produzir notícias”, mesmo que de forma amadora, repassando a foto de um acidente tirada por um vizinho, tem a chance de engajar, estudar e se aperfeiçoar para se tornar um jornalista profissional.

Há um componente essencial que diferencia o espalhafatoso mundo virtual e um veículo de comunicação com 600 edições publicadas: a credibilidade. O Jornal Estado de Goiás não troca uma notícia bem apurada por um “furo” cuja informação vem incompleta, truncada e às vezes com componentes não confirmados.

Um jornal nunca está completo. Como parte integrante de uma sociedade viva, que se modifica a todo o momento, cabe ao veículo de comunicação captar essas nuances e oferecer ao leitor o que ele deseja. Mas um jornal pode ter sua linha de atuação definida, o que o fará conhecido independentemente de qual seja a “capa do dia”. No caso do JE, a causa pétrea é a defesa intransigente de Anápolis. E que venham mais e mais edições recheadas dessa proposta.

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