Home Opinião Fidelidade só com a Leilane | por Iron Junqueira

Não é fácil dormir. Estava pensando nisso, quando me bateu uma fome de retardado. E um sono idem. Deixo o almoço pra depois e vou puxar o ronco. Fico quietinho para provocar o relaxamento e, quando estava contando os últimos carneirinhos, e o sono chegando, paraliso a mente, “afinal, vou dormir”…

TRIMMMMMMMMMM! TRIMMMM! TRIMMMMM! Já estou de pé em cima da cama. Parecia um recruta do Tiro de Guerra. É o celular, gente!… o maldito celular! Imagino de onde seja e o atiro janela afora, indo o aparelho acertar o galo do vizinho, parando na grama alta, depois de assustar o Frangolino que apronta a maior histeria como se fosse uma galinha que acabasse de se livrar do ovo. Na borda do muro aparece a cabeça de quem bisbilhota tudo, o vizinho Galileu, torcedor da Rubra: – Iron, olhe onde está um celular! E o aponta com o queixo no muro. Explico-lhe: – É meu, Seu Galileu; já que o senhor está aí no meu quintal, faça a gentileza de passá-lo a mim, e leva sua galinha. Gente: vocês acreditam que o vizinho foi me explicar que o seu galo não era galinha? Era macho-chô. E de briga! Ãnnh!

– Prova disso – argumentou o torcedor da Xata – é que se o senhor (quando ele me chama de senhor já está nervoso; é igual esposa, quando dispensa o “beemmmm” meloso, e chama a gente pelo nome certo, é porque vem bronca: – Você com essa música alta me atrapalhou, de novo, a assistir a novela da GROBO (novela sobre incesto). Bem, voltando ao vizinho, dizia ele “o Sr. quando quis calar meu galo (mentira! O galináceo dele nem canta) certamente jogou o celular contra ele com o objetivo de mata-lo, garanto!” – Não, Seu Galileu, se o preferir, seu Galo da Comarca. Meu celular pulou contra seu frango quando este o chamou de fofoqueiro. A bronca ficou feia quando o senhor chegou, (certamente para dar suporte a esse depenado feio de dar pena). – Me dá aí o fone por favor e tire esse desfalcado do meu quintal.

Seu Galileu me entregou o aparelho e chamou seu galo que deve ser vira-lata, nem raça tem. –Bora, Romário? E este: – Coc! E saíram com o andar mais desengonçado que o outro. Um dia ainda peço a Tereza para fazer um ensopado desse pretensioso. Já notaram? No Brasil até galo tem nome notório…

Estávamos falando do celular Claro, que é um verdadeiro Apagão. Na alegria da gente. Todo dia (e toda madrugada) ela desperta a gente. Que já é refém dela ao longo da assinatura. Não sei onde ela arranja tanta inovação para oferecer a seus clientes. E a Net vem alugando a paciência da gente desde cedo, diariamente, com muita persistência. Geralmente é na hora do Jornal da Leilane Neubarth, a âncora do jornal das 18 horas, no Globo News. Mas acho aquela loira é o fino da hora, a deusa de todos, tudo nela é lindo: o cabelo, os olhos, o rosto, o corpo, a alma, até o períspirito; o charme, os gestos, sua chegada, suas saudações, seus gestos, sua capacidade, suas tiradas (nas gafes), seus improvisos, sua criatividade, seu jeito (discreto) de seduzir o público (que eu acho que sou apenas eu), tamanha é a fascinação. Barbaridade! Entusiasmei tanto em me lembrar da maravilhosa diva Leilane Neubarth que me esqueci de que estava falando da Claro! E esta, quando tem um cliente bom, igual a mim, faz tudo para retê-lo na fidelidade. Mas fidelidade, nem no casamento, só com a Leilane. É isto.

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