Home Opinião A vida de bicicleta | por Iron Junqueira

A marca dos 79 anos me pegou de porrete. Não me deu folga por 30 dias. Berrei, mal disse, falei palavrão. Só pedia desculpa quando soltava uma blasfêmia. “Perdão, Senhor! Foi sem querer!” –“Querendo? Completava a intromissão do meu avô Pedro Cordeiro de Toledo, brincalhão que dói, com seu sorriso de Dr. Silvana, zoando comigo.

Na verdade eu nem sabia o que me acometera. Chamem um médico! Era o meu SOS permanente. –O que você tem? Perguntava a Maria Morena. Eu não sei Maria! É a primeira vez que me sinto imbecilizado, idiotizado, é horrível! Coitado do… –De quem? Indagou um dos presentes. E eu, bravo: –De ninguém!! Não se pode mencionar política e vocês já vêm insinuando…

Daí me veio uma ânsia de vômito que me levou 10 quilos do meu peso e também a alma com seus pecados e virtudes! Achei que não tivesse alma. E tinha. Enquanto isto, o Max, um dos “mil e tantos” (?!!) filhos que tenho, telefonou paraseu amigo, médico Marco Aurélio, gente fina à beça, que me receitou um remédio que espinafrou com a ópera que euesguelhava! Após me apalpei, estava magro, olhei-me no espelho não me vi! Gritei cadê euuuu! A Maria falou: “-Olha você aí Iron!” Não estou me vendo Maria! Foi meu berro de horror! “-Claro que não! Explicou a esposa – isso aí não é o espelho, é a porta do banheiro!”

— Que diacho de “embargo AFLIGENTE” eu tenho? Quando o Dr. Carlos Galvão Victor foi pessoalmente escutar minha ópera de amargura, e me contou o que eu tinha, aí é que tive condição e paciência de entender. Se demorasse um pouco mais, eu não veria a Copa do Mundo deste ano. Mas se repetir os “sete a um”, morro durante o jogo.

Como procurar médico quando se está mal demais e não se sabe o que se tem? Primeiro, recorro aos de casa, aos parentes, amigos e vizinhos. Assim sempre o fiz e farei. Já vi que não dou conta de pagar um plano de saúde, na idade em que estou. Não tem jeito de conciliar o que não se conciliou em tempo. Não há como recomeçar o que não foi iniciado. Então, é pagar, mesmo, pelo que se precisa. Saúde Pública, nem vereadores, prefeitos e presidentes vão, por que haveremos nós de ir? Pagamos profissionais bons e internamentos condignos. Ou vamos direto de bicicletas pro São Miguel. Sem cortejo, nem vela, nem camisa amarela, da Seleção.

Como todo cidadão merece o pagamento pelos serviços prestados, quem paga pelos pobres, no Brasil? Governo e político fraco não são. Pelo que todos já viram. Os governos no Brasil- exceto os de bom caráter, sendo comunistas ou autoritários, querem que o povo se lasque logo (nisto até ajudam, quando não o fazem) para não lhes dar mais despesa, razão esta que lhes arca de impostos fazendo que os trabalhadores aceitem trabalhar mais tempo, sem reclamação nem queixa. Olha a diferença de um carro popular carregado de tributos do governo: 48.000,00; sem impostos do governo 28 mil. É de doer os colhões, o que fazem com os brasileiros. Na próxima “encadernação” vocês verão o que farei com esses impostos. Os empurrarei de volta aos salafrários militantes. Os senhores me reconhecerão pelos meus gritos na rua: “Cadê a saúde no Brasil”.

Caramba! Por isso, governo quando não tem imprensa do seu lado, perde sempre, rssssss!Tem uma imprensa que tudo faz para não perder. Só que, daqui a dois anos, não há quem vença a força renovadora que vem por aí, até meados do 3º milênio. Talvez, por agora, os políticos não queiram sair da zona de conforto. Hora em que, para eles vale, ainda, aprontar. Quando é correto, aprovado por quem pensa e sabe, não tem pressa, melhor andar de bicicleta, que a chegada pode dar certo. Não tem “embargoinfringente”. Mas, para muitos, a estória da carochinha, do príncipe encantado e dos sapatinhos de cristais já acabou. Ficará, por enquanto, a do Chapeuzinho Vermelho e do Lobo Mau. E a dos três porquinhos, assoprados pelas balas dos traficantes, tá difícil, mas acaba. Rsrsrsrs! 15 criancinhas morreram com balas perdidas.

Precisam prender esses perdedores de balas. Que mandem os distribuidores de caramelos… Tchau!

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