Home Política “O povo abraçou o Arraiana, o transformando em sucesso”, afirma prefeito

Prefeito Roberto Naves comemora sucesso de evento que arrecadou 81 toneladas de alimentos

ANA CLARA ITAGIBA

Roberto Naves 2018,07,18 (14)O prefeito Roberto Naves (foto) reuniu a imprensa na quarta-feira (2.ago) para apresentar um balanço do Arraiana. Foram 81 toneladas arrecadadas nos shows, mais uma movimentação de R$ 3 milhões na economia de Anápolis, com setores que lucram indiretamente com o evento. Roberto agradeceu o empenho dos voluntários e prometeu ouvir todos os envolvidos para colher possíveis melhorias para a edição do ano que vem. Confira a entrevista.

Qual a avaliação do evento?
Primeiramente eu gostaria de fazer agradecimentos. Não seria possível organizar o Arraiana e ter o sucesso que foi sem a participação da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil, do GGIM e, principalmente, de todos os funcionários e servidores da Prefeitura de Anápolis. Então é com muita alegria que eu agradeço todos eles, o carinho com que foi organizada essa festa, como as pessoas foram tratadas lá dentro, com muito respeito. É preciso ter muita coragem para você poder puxar para sua responsabilidade um evento dessa magnitude. Você precisa trabalhar muito para que tudo dê certo e hoje nós estamos aqui para poder comemorar isso, por termos tido a coragem e entender e acreditar que a população anapolina abraçaria o projeto. Dessa forma foi possível transformar o evento em sucesso, jamais seria possível organizar o Arraiana, como jamais seria possível organizar também o combate de dengue no começo do ano passado, se nós não conseguíssemos unir as lideranças do nosso município: classistas, religiosas, entre outras. Então fica aqui o agradecimento e a felicidade em podermos ter estado juntos durante os cinco dias de evento. Todas as instituições trabalharam com muito carinho, venderam seus produtos. Então nós estamos muito felizes por termos tido a coragem de ter lançado o Arraiana e agora, graças a Deus, estamos sendo cobrados para saber se o ano que vem vai ter e quando vai ser.

A segurança funcionou bem?
A qualidade da segurança chamou a atenção, mas é preciso destacar que todos os serviços foram bem prestados. O Corpo de Bombeiros tratou todo mundo com carinho, as barracas atenderam a população muito bem, os alimentos que foram servidos tinham qualidade, todo mundo que trabalhou na organização se dedicou. Além disso, tiveram os cantores, os shows, um complemento como um todo. Eu sei que nesse momento a questão da segurança se destaca bastante porque nós vivemos um momento delicado em nosso país, por isso é que já na próxima semana nós vamos colocar as 10 viaturas da Força Tática Municipal nas ruas, elas já chegaram.

Quais são os números finais do Arraiana?
Pedi para o secretário da Fazenda, Geraldo Lino, que fizesse um levantamento, uma estimativa do que foi feito e do que foi movimentado em termos da economia do nosso município. Ele fez um levantamento e houve uma estimativa de que com o Arraiana, de forma indireta – ou seja, com Uber, táxi, salão de beleza, lojas de roupas e de sapatos, comércio de uma forma geral e hotel – a movimentação foi de R$ 3 milhões, o que gera uma receita em impostos para o Município de aproximadamente R$ 600 mil. Conversamos com todas as barracas e não entramos em detalhe do que cada uma arrecadou, mas a alegria e a satisfação eram visíveis. Teve barraca que conseguiu arrecadar muito, mas muito mesmo. Teve barraca lá que conseguiu R$ 80 mil nos cinco dias. Outras arrecadaram menos, pois isso depende daquilo que você vai vender. Em termos de alimentos foram arrecadadas 80 toneladas e 955 quilos de alimentos, que já estão sendo separados em cestas em um trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Social para que a gente possa atender tanto as pessoas necessitadas, como também as instituições que participaram do evento e as outras instituições que também não participaram. Então nós vamos agora para o pós Arraiana que é levar os alimentos para as pessoas que mais necessitam.

Como será feita essa distribuição?
Os alimentos estão sendo separados em fardos, na verdade em cestas básicas, e nós temos um cadastro da Secretaria de Desenvolvimento Social. Para poder completar esse cadastro nós estamos trabalhando com as igrejas, para poder pegar o nome, CPF e telefone dessas pessoas. Vamos fazer a entrega na própria prefeitura e os demais alimentos vamos destinar Às instituições de caridade.

Aproximadamente quantas instituições estão sendo beneficiadas?
Estamos preparando cestas de aproximadamente 20 kg. Se temos 81 toneladas, vamos distribuir 4 mil cestas básicas.

Prefeito, 81 mil quilos quer dizer que 81 mil pessoas estiveram presentes no Arraiana nos cinco dias de festa?
Olha, essa estimativa de público presente é mais complicada. Isso significa que 81 mil pessoas trocaram um quilo de alimento por um ingresso e entenderam que o Arraiana na verdade era uma grande festa de solidariedade e de filantropia. Às vezes a pessoa troca os alimentos pelos cinco dias e vai em um dia e não vai em outro, mas 81 mil pessoas abraçaram a causa.

O que fica de lição para uma próxima edição?
Claro que tudo na vida é um aprendizado. No segundo [Arraiana] nós temos a responsabilidade de fazer melhor ainda. Sei que é difícil porque foi muito bom, mas temos a responsabilidade de estar melhorando e uma das coisas que fez com que me chamasse a atenção foi que o público do primeiro dia foi um público diferente do segundo. Porque Leonardo tem um público; João Bosco e Vinicius atraem o pessoal mais jovem. Aí nos viemos com o Padre Fábio de Melo, que é outro público, da mesma forma a Aline Barros. Por fim, tem Bruno e Marrone, que na verdade é um público mais eclético que soma todos. E o que é o aprendizado? Até as próprias barracas das instituições entenderam que para cada dia, dependendo do show, você vende mais uma coisa do que outra. Foi diversificado, então a gente pretende manter isso para as próximas edições. Levando em consideração que temos uma cidade cristã, vamos seguir trazendo shows católicos e evangélicos. Temos também um sertanejo enraizado no sangue goiano, no sangue das pessoas que moram na nossa cidade. Vamos também procurar para o ano que vem uma coisa relacionada ao forró, ao pop rock. Mais para frente daqui um mês vamos poder estar discutindo com a sociedade para a gente poder estar buscando os nomes e conseguir organizar com a mesma responsabilidade e com o mesmo carinho para 2019.

Há alguma coisa que precisa ser melhorada?
Olha, foi a primeira vez que eu organizei uma festa. Essa questão da melhora vai ser discutida com os meios de comunicação que estiveram presentes. O que eu posso fazer no ano que vem para melhorar é a questão do acesso. Vou discutir com as entidades o que podemos fazer para melhorar. Tudo na vida sempre pode melhorar e acho que o importante é a gente estar conversando, escutando, falar também com a Polícia Militar o que fazer para facilitar o trabalho. A gente só vai conseguir mapear o que pode ser melhorado para o ano que vem a partir do momento em que passar os 30 dias e a gente distribuir todos os alimentos arrecadados. Aí pode ter certeza que vamos fazer uma reunião com as instituições para ver se o modelo é esse mesmo ou se eles querem mudar alguma coisa para o ano que vem. Fazer um chamamento com mais antecedência, porque se desta vez apareceram mais de 30 instituições querendo comercializar os seus produtos, para o ano que vem pode ter certeza que tendo prazo para poder providenciar a documentação o número de instituições será maior ainda. A prova disso é que o público do Arraiana foi crescente. Quem foi no primeiro dia no show do Leonardo viu como tudo estava funcionando e fez a propaganda boca a boca, ampliando o público nos outros dias. Fiz questão em não transformar o Arraiana em um evento político, fiz questão de não subir no palco em nenhuma noite justamente porque era um evento organizado para a população anapolina. Então nós não politizamos o evento, muita gente achou que o evento estava sendo criado para poder fazer política para a, b ou c. Não, pois o evento é da cidade, do povo anapolino e veio para ficar.

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