Home Opinião A serpente branca | por Iron Junqueira

A luta contra o tráfico de crianças em Anápolis há tempos, e os colaboradores travestidos de boa intenção, contava com a participação de pessoas de toda classe social e laboral, desde os cidadãos simples aos mais graduados. Uma vez que o início do movimento foi em Goiás e que depois se estendeu por todo o território nacional, o ministério Público Federal tomou as medidas cabíveis ao caso, aposentando, à época, autoridades, assistentes sociais, delegados, e um punhado de espoletas; dado a esse episódio antigo, achei que essa espécie de crime tinha se acabado, mas vejo agora, quase trinta anos depois, que toda modalidade de ação criminosa, prossegue e cada vez com maior crueldade.

Ainda este ano uma criança foi morta dentro da barriga da mãe, difícil de acreditar numa barbárie dessas, a não ser que se busque uma explicação científica, mística ou além-física; e foi por bala perdida em que a mãe foi atingida, mas escapou depois de socorrida com urgência, mas a criança não, malgrado os ingentes esforços dos médicos e clínicos; foi de estarrecer também o caso do menino que se escondeu debaixo da própria cama com a cabeça na junção das paredes de sua casa feita de tijolos baianos, quando começou um tiroteio na favela onde morava; a bala perdida parece que tem antecipadamente uma vitima a fazer, porque o alvejou naquele lugarzinho só seu tão seguro; parece existir bala perdida que sabe de sua destinação e alcança pessoas de qualquer idade e em qualquer circunstância, sem que elas, sequer, percebam rumores próximos.

Outro caso, sempre relembrado pela mídia, é o do pequeno João Hélio, cuja mãe foi retirada de seu carro abruptamente, saindo os bandidos dirigindo-o, às pressas, mal sabendo que arrastavam, pelas ruas de pedras, uma criancinha que estava no conforto bebê, que se soltou do interior do veículo e foi a solavancos pela via afora batendo com a cabecinha no asfalto, bem segura pelo cinto protetor, e que morreu nessa circunstância brutal e aterradora. Meu Deus, e quanta ignorância, quando uma mulher disse à mãe da criança que aquilo lhe ocorrera porque ela “é espírita”. Não devia existir religião, mas o povo não vive sem futebol, cerveja e ilusão… Fazer o quê!

Agora leio estupefato, o drama de Savana Lafontaine-Greywing, 26 anos, grávida, oito meses de gestação, da cidade de Fargo, Jakota do Norte, cujo corpo foi encontrado num rio, enrolado num plástico; ela tinha saído de casa em direção ao local onde aprendia costuras; estava morta, foi vítima de um parto forçado procedido por marginais ainda não descobertos até o momento desta matéria; dizem que por aquelas regiões traficantes de crianças cometiam esses crimes para levar os bebês ou seus órgãos para serem vendidos; o nascituro não foi levado porque estava morto, ao lado da mãe, razão esta, talvez, que não o levaram; vítimas totalmente inúteis, em que todos perderam; os bandidos não souberam, sequer, poupar a vida da criancinha; a polícia está no encalço dos responsáveis por tamanha atrocidade.

Casos assim, os mais variados, envolvendo vidas de crianças vem acontecendo por todo o mundo, não nos referindo aos que passam desconhecidos do público, ocorridos nos recessos de lares, filhos tenros e de toda idade, mantidos em cárceres domésticos, forçados pelos pais ou por responsáveis… Mencionar as centenas de fatos reais seria aumentar a indignação e a repulsa dos leitores, diante desse espetáculo macabro de monstros e suas presas frágeis; psicopatas e estupradores, violentadores e violentados, adultos pedófilos que se casam com crianças de nove anos tendo eles 40 ou mais de idade, e dentro de clima festivo e expectante, na hora da consagração das núpcias, tão naturalmente aceitas por sacerdotes, pais e familiares das vítimas. Algo de horripilante, esmagadoramente abusivo e desnorteante, inaceitável pela grande maioria dos povos, porém, ainda hoje praticados por seitas e religiões paradas no tempo, aficionadas que se acham pelos atos genocidas e atitudes covardes e cruéis.

Um dia a humanidade limpará sua alma dessas escabrosidades; não por agora. Ou, quem sabe? No momento, ao invés de melhorias a gente percebe a educação das crianças se decair para a promiscuidade e taras cada vez mais criminosas e repulsivas. A mistura de gênero e espécies, a obscura pretensão de converterem homens em mulheres e vive serva, ou num terceiro ser híbrido que satisfaça todas as perversões e desvios inferiores dos humanos; estes, não querem mais seguir os padrões do respeito e da normalidade; fogem à moral e à chegada natural da evolução; parecem desejar impedir o progresso inevitável da raça humana, que grande parte dos povos ainda aceita e obedece. Querem tornar normal todo desvio moral que a decadência oferece de propensão ao abismo afundo.

O normal seria todos crescerem livres de interferências alhures, estranhas, deixando cada qual com sua genética, responsável por si mesmo, padecendo os efeitos negativos ou positivos de suas escolhas e preferências, felizes com os efeitos de sua genialidade e descobertas; ou infelizes, padecendo as consequências de suas tolices e exageros, porém, se puderem – não permitir que pessoas façam de seus lares laboratórios ocultos e criminosos, onde gerem seres normais ou atípicos, vítimas de si mesmas, de suas baixezas e aberrações comportamentais; ou deixar que nasçam seres anômalos, híbridos, disformes, assustadores e seres horrendos e arrepiantes que não se sabe o que sejam.

Após incontáveis tentativas de recuperar drogados, em vão, fazer como se faz em Londres: deixá-los a mercê de si mesmos; se quiserem se livrar do vício, que aceitem os recursos infindáveis de curas que a tecnologia e os grupos de salvamento oferecem. Se não quiserem tão grandes ajudas, libertem a sociedade da infernal criminalidade que a droga provoca em quase todos os países, onde a proibição gera guerra entre facções, vitimando, sem volta, culpados e inocentes, que estão interligados aos perigos do pó que espalha a discórdia e destrói mais jovens que os que nela permanecem amarrados pela inalação fatal.

Uma assistência mais próxima à infância e pessoas isoladas seria uma caça oportuna aos destituídos de força intrínseca que precisam se livrar do acocho dessa serpente branca que é a droga. É isto.

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