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Levantamento faz parte de estudo nacional do Ministério da Saúde

Foto: Bruno Velasco – Dircom

Responder um questionário rápido e uma pequena coleta de sangue. Em poucos minutos, a dona de casa Lourdes Santana Batista, 59 anos, moradora da Vila Formosa, fez o teste rápido para a Covid-19. Ela foi a pioneira da cidade a participar de um levantamento a fim de mapear a quantidade aproximada de sintomáticos e assintomáticos que já tiveram a doença em Anápolis.

Esse foi o primeiro dos 900 testes que serão realizados de forma aleatória nos próximos dias em diversos bairros da cidade, escolhidos pela Coordenação Estadual do Inquérito, formada por membros da Superintendência de Vigilância em Saúde, com acompanhamento do Ministério Público do Estado de Goiás. No Estado, além de Anápolis, participam Goianésia, Itumbiara, Luziânia, Rio Verde e Valparaíso. Goiânia e Aparecida já concluíram.

Encomendado pelo Ministério da Saúde e realizado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o estudo abrange 133 cidades de todas as regiões do País e é considerado uma das maiores pesquisas epidemiológicas do mundo, contando com 150 mil testes. A última etapa no País está prevista para os dias 11 e 12 de junho – quando será possível estimar um percentual de brasileiros infectados, avaliar os sintomas mais comumente relatados, calcular recursos hospitalares necessários para o enfrentamento da pandemia e também permitir o desenho de estratégias para abrandar as medidas de isolamento.

Testes

“Que bom que fui a primeira. Acho importante conhecermos a realidade”, diz Lourdes. Na prática, é feita a coleta de uma pequena amostragem de sangue, que seguirá para o Laboratório Central de Anápolis (Lacema) e o resultado sai em 24 horas. “Fazemos um teste do plasma, que é mais efetivo que o outro teste rápido que sai instantaneamente”, explica a enfermeira Renata Camargo.

Numa outra quadra do mesmo bairro, a casa escolhida foi a da manicure Maria das Graças Severino, de 55 anos. Ela mora com o marido, que possui algumas comorbidades, além de ter tido um breve resfriado há cerca de 20 dias. “É importante desenvolver esse tipo de pesquisa para sabermos se as pessoas estão ou não com a doença”, analisa. Ela explica que vem tomando todas as medidas de segurança recomendadas pelas autoridades sanitárias e tem recusado clientes que não acreditam na rápida disseminação da doença, porque tendem a ter menos cuidado com a exposição ao vírus.

Treinamento

As equipes de profissionais de saúde que estão nas ruas colhendo as amostras passaram por treinamento, sobretudo, em relação à paramentação. Toda a vestimenta e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são colocados na calçada, em frente à casa que o morador permitiu a coleta, e depois do teste, o procedimento de retirada é realizado também na parte externa. Tudo é descartável.

 

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