Cinco erros financeiros que atrasam a conquista do primeiro imóvel
Especialista alerta para erros mais comuns no planejamento que distanciam os compradores do sonho da casa própria
Divulgação: Unsplash
O sonho da casa própria ainda é algo desejado pela grande maioria dos brasileiros. Dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção mostram que 49% da população afirma ter intenção de comprar um imóvel. Contudo, transformar essa intenção em realidade exige muita organização. A falta de planejamento costuma adiar o plano por anos ou gerar um endividamento desnecessário.
Segundo Patrick Santos, doutor em Economia e gerente de planejamento da Multimarcas Consórcios, a previsibilidade é o que pode definir o sucesso da operação. “O maior vilão na conquista da casa própria não costuma ser a falta de renda, mas a ausência de planejamento. Quem necessita do imóvel imediatamente arca com altas taxas de juros dos financiamentos. Já quem tem margem para planejar a médio ou longo prazo pode utilizar ferramentas como o consórcio ou outros meios para construir esse patrimônio sem se preocupar com juros”, destaca.
Para evitar surpresas, o especialista aponta os cinco erros mais comuns de quem busca o primeiro imóvel:
- Ignorar os custos burocráticos e taxas extras:
Focar apenas no valor fixo do imóvel e esquecer despesas como escritura, registro em cartório e vistoria, que somam entre 4% e 8% do valor da propriedade. - Usar toda a reserva de emergência na entrada:
Esvaziar os recursos guardados para dar um valor maior de entrada deixa a família vulnerável a imprevistos logo após a mudança. - Assumir novas dívidas durante o processo:
Fazer grandes parcelamentos antes de fechar o contrato imobiliário reduz a capacidade de crédito e compromete o orçamento. - Subestimar as despesas fixas pós-mudança:
Calcular o planejamento considerando apenas a parcela mensal e esquecer custos contínuos como condomínio, IPTU e manutenção. - Não avaliar o modelo de aquisição adequado:
Tomar decisões por impulso sem comparar os custos de um financiamento tradicional com a previsibilidade de modalidades voltadas ao médio prazo, como o consórcio, por exemplo, ou outros meios.
Informações para a imprensa:
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