Home Opinião Pokémon, o início da Revolução | por Gabriel Pereira

GABRIEL PEREIRA

Quem diria que um dos maiores amores da minha vida, acordar cedo no sábado para assistir desenhos animados, acabaria me jogando direto no epicentro, do primeiro passo, da maior revolução tecnológica já presenciada pela humanidade?
Somos aqueles que não conseguiram explicar pros nossos pais, como que um monstro de bolso, que nem existe no mundo real, é a ponte desse mundo para um Mundo Cyborg, um mundo em que as realidades se misturam e que um jogo de vídeo game é a maior invenção da humanidade. Claro, depois dos Antissépticos, vide Donnie Darko.

O grande motivo para o sucesso monstruoso de Pokémon GO é uma convergência de fatores, como em tudo que faz sucesso. Se por um lado foi explorada uma tecnologia revolucionária, por outro, a estória da franquia foi decisiva, assim como o enredo escolhido.

De fato, quando crianças, nos apegamos a figuras paternas, maternas, a heróis, e deles construímos nossos valores, fundamentamos os critérios para escolhermos o que fazer com nossos próprios poderes. Assistindo desenhos animados, em especial Pokémon, cultivei valores demonstrados pelos protagonistas. Ash saiu de casa para se aventurar por um mundo completamente desconhecido, fez amigos, nos ensinou a não ter medo, a fazer de tudo para vencer e, além de tudo, saber perder, a respeitar os oponentes.

O enredo presente em Pokémon, em especial, encaixou perfeitamente em nosso contexto tecnológico. Em uma jogada de mestre, uma parceria entre as empresas Nintendo, Creatures, Game Freak e Niantic foi feita. Uma estória, que apaixonou milhões, girando em torno de conhecer o mundo, num contexto em que a tecnologia da realidade aumentada traz o jogo para o mundo real. Realizamos nossos sonhos de infância.

Esse empreendimento foi o pioneiro, mas apenas o primeiro passo. Ele representa a popularização da realidade ampliada que, por sua vez, é uma mudança de paradigmas visuais ao expectador.

Podemos pré-visualizar o potencial dessa inovação imaginando uma integração entre essa tecnologia com a utilizada pelos óculos ou lentes inteligentes. Poderemos visualizar variados tipos de jogos no mundo real, além dos diversos aplicativos que serão úteis para toda sorte de situações cotidianas.

O aprendizado ganha um novo nível, assim como a empatia, pois poderemos nos passar por protagonistas, em primeira pessoa, pelas histórias que apenas presenciávamos por fora, como espectadores.

Tal Revolução Virtual, onde os mundos se mesclam, hoje é só conjectura, só existe em potencial, mas conseguimos ver por entre as pistas do presente um futuro brilhante para o mundo do progresso.

Hoje já voamos em Drones, são os novos Hoverboards. Próteses robóticas se movem com comandos da mente e a Nanotecnologia já está entre nós. Sem precedentes.

Videoconferências hoje são mais que populares, já fazem parte do dia-a-dia, assim como a intensa difusão do conhecimento.

Apenas pequenos passos perto da longa caminhada.

Essa aqui é para os não tão antigos quantos muitos pensam: Star Wars não era nada perto do que vem por aí.

GABRIEL PEREIRA, 22 anos, autor do livro “Deriva” e estudante de Direito

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