Home Cidades “A classe empresarial voltou a ser protagonista em Anápolis”

MARCOS VIEIRA

O empresário Anastacios Apostolos Dagios foi empossado para seu segundo mandato na presidência da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) na última quarta-feira (26). Segundo ele, um dos desafios para essa nova gestão é manter o protagonismo da classe empresarial no processo de mudanças pelo qual o País passa, numa busca pela retomada do crescimento. Anastacios disse que a cidade voltará a ter uma feira regional, nos moldes da antiga Faiana, que se chamará Expo Anápolis, para apresentar as potencialidades da indústria e do comércio. A Acia também vai contribuir para a realização de um seminário para tratar da possibilidade de Anápolis se transformar em um polo de Defesa nacional, algo bem próximo de acontecer, já que o município abriga a Ala 2 (antiga Base Aérea). O presidente reeleito da Acia falou com a imprensa minutos antes de assinar o termo de posse, que lhe mantém no cargo até 2019.

Qual o balanço que o senhor faz do primeiro mandato?
Foi um período muito profícuo, foram dois anos de intensos projetos. Posso dizer que passamos dos 1,5 mil associados, passamos dos 25 mil cartões de vantagens dentro da cidade, modernizamos nossa sede e lançamos a maquete da sede nova. Foi um período de muito trabalho, por isso hoje faremos um agradecimento à diretoria que me apoiou nesses últimos dois anos. Com muita satisfação vou apresentar os projetos para os próximos dois anos.

Qual foi o maior ganho nesses dois primeiros anos?
Um dos maiores ganhos foi a gente ter mantido a credibilidade da Associação Comercial e Industrial de Anápolis e de termos reforçado o Fórum Empresarial. Institucionalmente tivemos reuniões desde o prefeito até com o presidente da República. Fomos a associação que mais enviou representantes para audiência com Michel Temer. Acredito que o maior ganho nosso nos últimos dois anos foi a recuperação da credibilidade. O empresário estava muito pessimista, estava muito triste e ele voltou a ser protagonista.

E agora, para os próximos dois anos?
No campo comercial a Acia está lançando uma série de produtos novos. No lado institucional temos vários projetos. Temos a restituição da antiga Faiana, a feira da indústria e do comércio [Expo Anápolis]. Temos o seminário na área da Defesa, temos a construção da nova sede. São projetos para que a gente continue mantendo o protagonismo do processo em nossa cidade.

É um ano decisivo para a classe empresarial brasileira?
O ano decisivo foi 2016. Agora, em 2017, não podemos nos desmobilizar, pois estão acontecendo mudanças estruturais no País, como as reformas na lei trabalhista e na Previdência Social e a nova lei da terceirização. Temos que continuar unidos, nosso lema é ‘nossa força, nossa união’. Os empresários precisam continuar protagonizando os processos daqui para frente.

A projeção de crescimento da economia não será tão grande quanto se esperava, mas o fato de não termos retração já é algo positivo?
Na semana passada, em um seminário com o presidente da Federação das Industrias de Goiás (Fieg), Pedro Alves, aqui na Acia, nós analisamos oito gráficos e todos fizeram a curva para cima. Falamos de índice de confiança do empresário, produção industrial, emprego, inflação, PIB, todos os indicadores estão apontados para cima. A velocidade de subida neste ano vai depender muito das reformas políticas, das reformas estruturais, então se estivermos empenhados e conseguirmos vitórias onde precisamos, acreditamos que esse crescimento vai se acelerar.

Quais seriam essas vitórias?
Nos últimos anos o governo se empenhou em prejudicar e atrapalhar a vida do empresário. Muitos fatores estão nos atrapalhando: a lei trabalhista, a parte de impostos, a burocracia. Tem muita coisa. A gente não vai conseguir resolver tudo neste ano, mas só a reforma trabalhista e a lei da terceirização já são dois ganhos. Se tivermos algum ganho na Justiça trabalhista, que é um entrave para o empresário, a gente já vai se considerar satisfeito.

E os desafios para o setor produtivo em Anápolis?
Que o prefeito faça o que não foi feito nos últimos governos. Tivemos uma série de gestões que não se preocuparam em capacitar nossa cidade para o crescimento. Somos uma cidade industrial e paramos. Estamos com nosso PIB parado há cinco anos. Isso porque os últimos governos não prepararam a cidade. Então uma das mais recentes batalhas nossa é a Carta por Anápolis. Semana que vem nosso primeiro convidado na reunião ordinária é o prefeito Roberto Naves. Ele vai receber um estudo mostrando quais são os pontos que ele tem que atacar para que a cidade acelere o crescimento, saia desse marasmo que ela se encontra.

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