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Anápolis já registrou oito casos de infecção pelo, sendo que mais dez suspeitas estão sob investigação

ANA CLARA ITAGIBA

Ainda nos primeiros quatros meses do ano, Anápolis já registrou oito casos de infecção por H1N1, sendo que mais dez suspeitas estão sob investigação. De acordo com o coordenador de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Júlio César Espíndola, é comum que este tipo de infecção aconteça entre maio, junho e julho, mas especialmente este ano houve uma antecipação das manifestações da doença. “Nós tivemos dois casos confirmados em fevereiro, seis em março. No entanto, não tivemos nenhum óbito confirmado até agora”, revelou.

A previsão era de que a campanha de vacinação começasse no dia 16 de abril, mas o Instituto Butantã, que é responsável pela distribuição das doses, ainda não as encaminhou para o município e por isso a imunização foi adiada para o dia 23 de abril, sendo que o ‘Dia D’ da campanha está previsto para o dia 5 maio. Assim que chegarem, as vacinas serão entregues a todas as unidades de saúde do município para que os grupos prioritários façam a imunização.

Júlio afirmou que a população não precisa entrar em pânico, mas por cautela a orientação é manter alguns cuidados básicos, como: evitar manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada; lavar sempre as mãos com água e sabão e evitar levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca; sempre que possível, ter um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas; manter hábitos saudáveis; alimentar-se bem; beber bastante água; não compartilhar utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros; caso haja indicação, utilizar uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar; evitar frequentar locais fechados ou com muitas pessoas.

Dúvidas
A reportagem do JE conversou com o diretor de Atenção Básica da Semusa, Eduardo Franco, na última quarta-feira (4.abr), para esclarecer algumas dúvidas a respeito desta gripe que é causada pelo vírus H1N1, do grupo Influenza A. Segundo ele, este vírus circula naturalmente na comunidade,mas existe um momento do ano que ele se prolifera mais rapidamente e é justamente nesse período que acontecem os surtos de gripes e resfriados. É comum que aconteça nos meses que há alteração no ciclo de temperatura, com frio, calor, baixa e alta umidade variando em curto espaço de tempo.

A transmissão acontece basicamente pelo contato com saliva ou gotículas contaminadas, que pode acontecer quando, eventualmente as pessoas tocam em objetos com essas partículas. “Por exemplo, quando a pessoa está andando de ônibus, alguém espirra, a saliva cai no corrimão, logo depois ela passa a mão e leva isso à boca, olhos ou nariz, ela se torna um alvo fácil”, explicou.

Os sintomas também são comuns. Além de o indivíduo contaminado sentir mal estar, dor pelo corpo todo, febre, dor de garganta e tosse, ele está sujeito a reações graves, podendo apresentar vômitos, diarreia e até evoluir para um quadro insuficiência respiratória. “É muito importante que a população reconheça esse tipo de sintomas e procure um médico para evitar que aconteçam os desfechos desfavoráveis para a sua saúde”, aconselhou o médico.

O tratamento é feito com medicamentos para controlar o processo infeccioso e nem sempre há a necessidade da internação da pessoa que tem um quadro respiratório. “Um paciente com síndrome gripal, que é o mais comum, não precisa de internação. Porém, se o paciente pertencer a algum dos grupos de risco que são criança abaixo de cinco anos de idade, gestantes, idosos, pessoas que tem doenças cardíacas ou doenças pulmonares que são graves, estão incluídas no grupo de risco do Ministério da Saúde, precisam fazer o tratamento com internação”, explicou.

O médico garantiu ainda que nem sempre são internações longas e o término do tratamento, muitas vezes, pode ser realizado no domicílio, se essa pessoa ficar em observação da equipe médica, para evitar eventuais complicações.

Alerta
A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) alerta para falsas notícias (fake news) que têm circulado na internet, grupos de Whatsapp e mídias sociais, causando pânico na população. A gerente de epidemiologia da SES-GO, Magna Maria de Carvalho, esclarece que o Estado de Goiás não está em situação de epidemia, mas em situação de alerta.

“É importante esclarecer para as pessoas que fazem uso das redes sociais, que existem várias notícias circulando com informações falsas, gerando um pânico desnecessário e muitas vezes prejudicial, pois faz com que as pessoas corram para rede privada de vacinação, formando filas e permanecendo em aglomerações que são propícias para a transmissão de doenças”, orienta.

Uma dessas falsas notícias informou, por exemplo, a morte de crianças em um hospital particular de Goiânia. Essa unidade, por sua vez, divulgou nota esclarecendo que nenhuma criança havia falecido no hospital, com suspeita de H1N1, e que todos os profissionais que atuam na unidade estão saudáveis.

Magna orienta ainda que é importante tomar medidas de precaução como evitar levar crianças pequenas, gestantes ou idosos a locais onde há aglomerações; lavar sempre as mãos com água e sabão ao voltar da rua ou sempre que tiver contato com muitas pessoas; usar lenços de papel ao tossir e espirrar; e, diante de qualquer sinal de alarme como febre alta, falta de ar e dor no corpo procurar, imediatamente, auxílio médico.

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